Israel retira diplomatas de embaixada por protestos na Jordânia

Manifestantes convocaram marcha de 1 milhão para reivindicar fechamento de missão diplomática, mas apenas 300 compareceram

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Quase todo o corpo diplomático foi retirado da Embaixada de Israel em Amã, capital da Jordânia, em antecipação a um protesto anti-israelense previsto para esta quinta-feira, pelo receio de que a missão fosse alvo de um ataque semelhante ao que houve no Cairo na semana passada, informaram jornais e rádios israelenses.

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Veículos da polícia antidistúrbios da Jordânia são vistos perto da embaixada de Israel em Amã
De acordo com o jornal Haaretz, um comboio com diplomatas de Israel deixou a Jordânia durante a madrugada. O Ministério de Relações Exteriores de Israel subestimou a importância da medida, apenas afirmando que os membros da embaixada normalmente voltam a Israel nas quintas-feira antes do fim de semana muçulmano.

Ativistas na Jordânia convocaram a "marcha de 1 milhão" contra a missão israelense, como parte do aumento de protestos contrários a Israel no país e no Egito, as duas nações árabes que alcançaram acordos de paz com o Estado judeu. No entanto, apenas 300 manifestantes compareceram pacificamente ao protesto.

Suas demandas incluíram o fechamento da representação diplomática, a expulsão do embaixador da Jordânia e a anulação do tratado de paz de 1994 com Israel.

Quase metade dos 6 milhões de residentes da Jordânia têm ascendência palestina. Com as negociações de paz israelo-palestinas paralisadas, alguns jordanianos temem que Israel tente substituir a Jordânia por um Estado palestino - conceito que tem pouco apoio em Israel.

O sentimento anti-Israel vem escalando em um momento diplomático volátil para Israel e seus aliados muçulmanos. Os palestinos planejam pedir à ONU na próxima semana que endosse um Estado palestino independente, apesar da oposição de Israel e dos EUA .

Também há crescente tensão com a Turquia, que expulsou o embaixador de Israel depois de o país se recusar a pedir desculpas pela morte de oito ativistas turcos e um turco-americano durante uma ofensiva isralense contra um navio com ajuda humanitária que se dirigia à Faixa de Gaza em maio de 2010.

Os laços com o Egito ficaram estremecidos pela invasão da embaixada no Cairo e a morte de cinco soldados egípcios no mês passado. As mortes acontecerem enquanto militares israelenses perseguiam militantes que haviam cruzado a fronteira do Egito com Israel e atacado veículos perto da divisa, matando oito israelenses .

E, em uma rara demonstração antiamericana na aliada Jordânia, manifestantes reivindicaram na quarta-feira o fechamento da embaixada dos EUA em Amã depois que vazamentos do site WikiLeaks sugeriram planos de Washington para transformar a Jordânia em lar dos palestinos. Cerca de 70 ativistas queimaram bandeiras americanas e israelenses em um protesto barulhento na frente da missão diplomática, gritando: "A população quer os americanos fora daqui."

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