Israel responde com fogo de artilharia ao disparo de foguetes do Líbano

JERUSALÉM - Israel disparou hoje com sua artilharia contra as áreas do sul do Líbano de onde foram lançados pelo menos três foguetes do tipo Katyusha contra seu território, confirmaram fontes militares israelenses.

Redação com agências internacionais |

Um porta-voz das Forças Armadas israelenses precisou que a resposta aconteceu após o impacto de projéteis lançados do sul do Líbano nas imediações da localidade israelense de Kiryat Shmona, sem causar feridos ou grandes prejuízos.

"Fazemos o governo libanês e seu Exército responsáveis de impedir este tipo de ataque", disse o porta-voz, acrescentando que o Comando Norte do Exército israelense está avaliando a situação na área e permanece em estado de alerta perante os ataques.

Após os ataques, as autoridades israelenses, através do rádio e de outros meios de comunicação, pediram aos residentes das localidades do norte do país que permanecessem nos abrigos e quartos blindados, enquanto se investigava o incidente.

Mais tarde, o Exército libanês e soldados da ONU encontraram três foguetes apontados para Israel no sul do Líbano, de onde, horas antes, foram disparados os projéteis contra o norte israelense.

"Foram encontrados três foguetes do tipo Grad apontados para Israel na zona de Habariye, perto do local de onde vários foguetes foram disparados esta manhã contra Israel", afirmou uma fonte dos serviços de segurança.

Uma equipe de especialistas foi chamada para desativar os foguetes.

Este é quarto ataque registrado em Israel a partir de países vizinhos após o início, há mais de duas semanas, da ofensiva do Exército do Estado judeu na Faixa de Gaza.

Nas três ocasiões anteriores - uma também do Líbano, uma da Síria e outra da Jordânia -, as autoridades militares atribuíram os ataques a grupos palestinos que operam nesses países e que abriram fogo em represália à ofensiva em Gaza, que deixou cerca de mil mortos entre os palestinos.

Tensão no Líbano

O Líbano vive um momento de tensão pelo medo de ser arrastado para uma nova guerra contra Israel. O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, já havia advertido que qualquer ataque contra Israel vindo do vizinho do norte sofreria uma retaliação.

Em um primeiro momento, os libaneses desconfiaram que o Hezbollah pudesse ter lançado o ataque. Mas o grupo negou, dizendo que não estava interessado em abrir uma nova frente contra o Estado judaico.

O líder do grupo, Hassan Nasrallah, demonstrou apoio ao Hamas desde o primeiro dia do conflito e também ameaçou Israel em caso de ataque contra o Líbano.

Políticos opositores ao grupo xiita vêm alertando sobre a possibilidade de uma nova guerra.

Em 2006, o conflito entre Israel e o Hezbollah deixou 1,2 mil libaneses mortos, a maioria civis, e 160 israelenses, a maioria militares.

19º dia de conflitos

Leia também

Vídeos

Opinião

Leia mais sobre: Oriente Médio

    Leia tudo sobre: gaza

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG