Israel renova bloqueio nos acessos a Gaza

GAZA (Reuters) - Israel voltou a fechar os acessos à Faixa de Gaza na terça-feira, alegando que foguetes continuam sendo disparados do território palestino contra as suas cidades. Entidades internacionais alertam que pode faltar alimentos e combustíveis para a população de Gaza. Israel havia permitido na segunda-feira que 33 caminhões com mantimentos entrassem em Gaza, pela primeira vez em duas semanas. No mesmo dia, o primeiro-ministro iaraelense, Ehud Olmert, havia prometido ao presidente palestino, Mahmoud Abbas, que não permitiria o surgimento de uma crise humanitária no território costeiro.

Reuters |

"Os acessos estão fechados devido aos contínuos disparos de foguetes", disse Peter Lerner, porta-voz do Ministério de Defesa. De acordo com as autoridades, vários foguetes foram disparados contra Israel na segunda-feira, sem deixar feridos.

Entidades humanitárias dizem que os mantimentos enviados na segunda-feira não bastam para evitar uma escassez de alimentos.

Israel também retém o envio de combustível para a principal usina elétrica de Gaza, o que provoca apagões diários para muitos dos seus 1,5 milhão de habitantes.

Israel proibiu no dia 4 que a UNRWA (agência da ONU que presta assistência a cerca de 750 mil refugiados em Gaza) levasse mantimentos para a Faixa de Gaza, devido a confrontos que naqueles dias levaram à morte de mais de 12 combatentes palestinos.

Centenas de israelenses ficaram levemente feridos por dezenas de foguetes disparados por militantes palestinos depois das incursões militares de Israel.

Militantes do grupo islâmico Hamas, que governa Gaza, dispararam morteiros contra soldados israelenses que procuravam explosivos perto da cerca que demarca a fronteira, na terça-feira, segundo fontes do Hamas e do Exército israelense. Não há relatos de vítimas nesse incidente.

A ONG britânica Oxfam International disse em nota que "só um mínimo de produtos entrou em Gaza nos últimos dois dias". Barbara Stocking, presidente-executiva da entidade, disse que existe o temor de "uma séria piora da situação humanitária, mais uma vez, se uma ação urgente não for tomada."

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