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Israel rejeita trégua e se diz pronto para combater por semanas

JERUSALÉM - Israel rejeitou nesta terça-feira qualquer trégua com o Hamas na Faixa de Gaza até que seja extinta a ameaça de foguetes provenientes dos territórios palestinos e se declarou pronto para combater os militantes islâmicos durante semanas.

Redação com agências internacionais |

"Não há lugar para um cessar-fogo", disse o ministro do Interior israelense, Meir Sheetrit, à Rádio Israel. A ofensiva aérea contra Gaza entrou no quarto dia , com 375 palestinos mortos. Quatro israelenses morreram vítimas de foguetes lançados de Gaza.

"O governo está determinado a remover a ameaça de fogo (de foguete) no sul", disse o ministro. "O Exército de Israel não deve suspender a operação antes de acabar com o propósito dos palestinos, do Hamas, de continuar mandando fogo contra Israel", afirmou. "Esse é o objetivo e deve ser atingido", acrescentou.


Ataques foram mantidos nesta terça-feira / AP

Quarto dia de ataques

Aeronaves israelenses atacaram novos alvos na Faixa de Gaza nas primeiras horas desta terça-feira, no quarto dia de ofensiva contra prédios e instalações do grupo militante palestino Hamas.

Segundo fontes médicas na região, os ataques aéreos teriam deixado pelo menos dez mortos e outros 40 feridos. Autoridades palestinas confirmaram 375 mortes e 1.600 feridos desde o início dos combates.

A situação nos hospitais da região foi classificada pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha como "caótica", com os grupos de auxílio médico "pressionados ao seu limite".

Em uma entrevista coletiva nesta segunda-feira, o chefe de assuntos humanitários da Organização das Nações Unidas, John Holmes, afirmou que ao menos 62 mortos eram civis. "Este número só leva em conta as mulheres e crianças mortas, não incluímos o número de homens mortos civis, apesar de sabermos que também houve mortes entre eles", disse Holmes em uma entrevista coletiva.

Ofensiva

A ofensiva militar começou no sábado, uma semana depois do fim de um acordo de cessar-fogo de seis meses com o Hamas.

Israel bombardeou todas as principais cidades da Faixa de Gaza, inclusive a Cidade de Gaza, no norte do território, e Khan Younis e Rafah, no sul.

Mais de 210 alvos foram atingidos nas primeiras 24 horas do que Israel diz que pode ser uma longa operação militar.

Segundo analistas, sábado foi o dia em que foram registradas mais mortes na Faixa de Gaza desde a ocupação israelense do território em 1967, embora ainda não exista uma confirmação independente do número de mortos.

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