Israel rejeita proposta do Hamas para libertar soldado

O primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, disse nesta terça-feira que seu governo não vai aceitar as condições do Hamas para a libertação de Gilad Shalit, o soldado israelense capturado em 2006 pelo grupo palestino. Israel apresentou propostas generosas e abrangentes para a libertação de Gilad, disse Olmert em pronunciamento transmitido pela televisão.

BBC Brasil |

"Aprovei essas propostas, que significavam, na prática, a libertação de centenas de terroristas, inclusive alguns que mataram israelenses. Essas propostas foram rejeitadas, e não faremos outras."
"Existem linhas que não cruzaremos", acrescentou o primeiro-ministro, que deve deixar o cargo em breve e ser sucedido por Binyamin Netanyahu, considerado um político linha-dura, contrário às negociações com o Hamas.

Apesar das declarações de Olmert, um negociador do Hamas no Egito - país que media as negociações - manifestou otimismo de que um acordo pode estar próximo.

"Pela primeira vez, Israel deu passos sérios e percebeu-se um desejo forte do inimigo sionista de resolver esse assunto", disse o negociador Osama Al-Mezaini. "Podemos estar nas últimas horas antes de concluirmos o acordo de troca de prisioneiros."
Segundo o Hamas, Israel ofereceu a libertação de 450 presos palestinos em troca do soldado, sendo que os israelenses nomeariam 225 nomes e o Hamas, os outros 225.

O Hamas exigia a libertação de cerca de 1,2 mil prisioneiros sob custódia israelense em troca do soldado. Integrantes do governo israelense disseram que Israel estava disposto a libertar mais de 300 nomes propostos pelo Hamas, mas não libertaria outros cem.

O governo israelense disse que está preparando uma lista com o nome dos cerca de cem palestinos para que a opinião pública de Israel possa ver que eles estavam envolvidos em sérios ataques realizados nos últimos anos.

A captura de Shalit, em 2006, levou Israel a realizar uma grande incursão militar em Gaza, mas a operação não conseguiu a libertação do soldado.

A família do soldado teme que o novo governo no país adote uma linha mais dura, que torne ainda mais difícil a libertação do militar, e ampliou a pressão sobre o governo atual.

Os pais de Shalit se mudaram no último domingo para uma barraca erguida em frente à residência de Olmert, em Jerusalém, para mobilizar a opinião pública e cobrar uma atitude por parte do primeiro-ministro, que deve deixar o poder ainda neste mês.

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