Israel rejeita plano do Hamas para trégua em Gaza

O governo de Israel rejeitou nesta sexta-feira uma proposta de trégua informal oferecida pelo grupo militante Hamas na Faixa de Gaza e, em um segundo momento, na Cisjordânia. A proposta, levada a Israel por moderadores egípcios para a paz, previa o estabelecimento de um período de seis meses de calmaria, primeiro em Gaza e depois na Cisjordânia, se Israel concordasse em suspender o bloqueio econômico à Faixa de Gaza e as operações militares na região.

BBC Brasil |



"Obviamente, gostaríamos de calmaria no sul (de Israel), mas estamos preocupados de que seja apenas uma jogada do Hamas, de que eles não estejam interessados em calmaria nenhuma", disse o porta-voz israelense, Mark Regev, ao justificar a rejeição do plano.

"O ponto mais importante, ou um dos mais importantes, aqui é acabar totalmente com os lançamentos de mísseis hostis a Israel a partir de Gaza. Como vocês sabem, há foguetes sendo lançados diariamente contra nossas cidades, nossos vilarejos", acrescentou o porta-voz.

"O que o Hamas tem feito é terceirizar o serviço a outros grupos que têm lançado foguetes, mas todo mundo sabe que o Hamas controla a Faixa de Gaza e que isto não ocorreria sem o apoio ativo do Hamas."
A correspondente da BBC em Jerusalém Katya Adler disse que o rechaço israelense "não surpreende" - segundo ela, os militares israelenses acreditam que o Hamas, grupo islâmico que controla a Faixa de Gaza, usaria a trégua para repor e reorganizar seus estoques de armas.

Impasse

O plano vem no momento em que a Organização das Nações Unidas (ONU) alerta que pode ser obrigada a suspender o trabalho humanitário em Gaza por conta do boicote israelense que impede o fornecimento de combustível ao território.

O governo israelense suspendeu a passagem de combustível para o território palestino como forma de forçar o Hamas a interromper o lançamento de foguetes contra Israel.

Nesta sexta-feira, quatro mísseis foram lançados em território israelense a partir de Gaza, segundo relatos de correspondentes.

Já na fronteira com a Cisjordânia, um homem armado palestino matou a tiros dois guardas israelenses em um complexo industrial, segundo autoridades de Israel.

O incidente ocorreu perto da cidade palestina de Tulkarm, uma área onde fábricas israelenses empregam inúmeros empregados palestinos.

Segundo as informações de Israel, os dois guardas estariam revistando empregados que chegavam para o trabalho, quando foram abordados pelo homem armado, que atirou e fugiu.

Nenhum grupo assumiu a autoria do atentado.

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