Jerusalém, 3 jan (EFE).- O Comitê Ministerial de Legislação de Israel rejeitou hoje uma proposta para que o Estado distribua igualmente terra entre seus cidadãos árabes e judeus.

A emenda tinha sido apresentada por Ahmed Tibi, um importante deputado árabe que exerceu a função de assessor do falecido presidente palestino Yasser Arafat, informa a edição digital do jornal "Ha'aretz".

Após a recusa, Tibi acusou ao Governo israelense de ter "demonstrado mais uma vez que rejeita o princípio da igualdade civil" entre a maioria judaica e a minoria árabe, que soma um quinto dos 7,5 milhões de habitantes do país e é formada pelos nativos palestinos que permaneceram nas fronteiras do nascente Estado judeu traçadas no armistício de 1949 e seus descendentes.

"Desde a fundação do Estado (1948), a Administração de Terras de Israel funciona unicamente como administração da terra judia. Seu diretor usou todas as táticas, com a ajuda da Agência Judaica, para destinar terra só a judeus. Apesar décadas de amargas tentativas, não se estabeleceu uma só cidade árabe desde o estabelecimento do Estado", argumentou o deputado.

Tibi propunha uma emenda à lei de modo que passasse a estipular que "a Administração de Terras de Israel servirá a todos os cidadãos do Estado sem discriminação por religião ou nacionalidade e prometerá uma distribuição de terra justa para melhorar a situação da população árabe de Israel". EFE ap/dm

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.