Israel reduz um pouco os bombardeios por causa de baixa visibilidade

Sderot (Israel), 29 dez (EFE).- A baixa visibilidade registrada hoje reduziu um pouco a operabilidade da Força Aérea israelense ao dificultar a localização de plataformas de lançamento de foguetes palestinos, informou à Agência Efe o chefe do escritório de imprensa do Governo israelense, Daniel Seaman.

EFE |

Na cidade de Sderot, que fica a sete quilômetros de Gaza, Seaman destacou que a capacidade dos aviões e helicópteros do Exército israelense aumenta durante a noite, por causa do uso do raio infravermelho e do aumento das capacidades técnicas.

De fato, as milícias palestinas não lançaram nenhum foguete na noite passada contra as localidades israelenses vizinhas porque, disse, sabem que podem ser atingidas mais facilmente pelos mísseis israelenses.

A Faixa de Gaza viveu hoje seu terceiro dia de bombardeios aéreos israelenses, que já deixaram 313 mortos e cerca de 1.400 feridos, segundo informações provisórias do Ministério da Saúde em Gaza.

Seaman afirmou que "nos próximos dias" será determinado se Israel lança uma ofensiva terrestre que complemente a aérea.

O Estado judeu mobilizou forças militares em torno da Faixa e ontem aprovou a mobilização de 6.500 reservistas.

"Esperamos não ter de invadir Gaza por terra. Fomos embora há três anos para não voltar, mas se for necessário faremos isto. Tudo dependerá dos próximos dias e de se o Hamas compreende a necessidade de interromper seus ataques", declarou.

Seaman reiterou que não houve outro remédio fora lançar esta ofensiva, pois se "está em uma região em que a contenção se interpreta como fraqueza".

Além disso, afirmou que cerca de 250.000 pessoas em Israel são alvo potencial dos projéteis palestinos, incluídas as cidade de Ashkelon, Sderot e Netivot, assim como os kibutz próximos e Ashdod, até agora alheia a esta ameaça.

Hoje, um operário árabe morreu e outras dez pessoas ficaram feridas ao serem atingidas por um foguete Grad lançado contra Ashkelon pelo braço armado do Hamas, as Brigadas de Ezedin al-Qassam. EFE amg/fal

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