Os israelenses recordaram nesta quinta o soldado Gilad Shalit por ocasião do terceiro aniversário de sua captura pelo movimento radical Hamas.

Vários jornais publicaram em sua primeira página fotos do jovem militar, que aparentemente se encontra cativo na Faixa de Gaza.

Quando foi capturado, Gilad Shalit era cabo e tinha 19 anos. Caiu prisioneiro do Hamas e de outros pequenos grupos palestinos que deixaram Gaza em 25 de junho e atacaram um posto do exército, matando outros dois soldados.

Acredita-se que Shalit, que foi promovido a sargento durante seu cativeiro, se encontre em alguma parte da Faixa de Gaza, dominada pelo Hamas há dois anos.

O jornal Haaretz informou que Israel recebeu recentemente informações, através do Egito, de que Shalit goza de uma saúde relativamente boa.

Durante vários meses Israel e o Hamas realizaram negociações indiretas, através do Egito, para uma troca de prisioneiros, mas não chegaram a um acordo.

Organizações de direitos humanos como a Human Rights Watch (HRW) exigem que o Hamas permita que o soldado dê notícias a sua família, afirmando que é injusto que ele sofra por causa do conflito com Israel.

Mais de dois terços dos judeus israelenses são favoráveis à libertação de presos palestinos, incluindo aqueles que cometeram atentados, em troca do soldado Gilad Shalit.

No total, 69% das pessoas entrevistadas são favoráveis à troca, 28% contrárias e 8% não têm opinião, segundo a pesquisa publicada no site Ynet, do jornal Yediot Aharonot, no dia em que o rapto de Shalit completa três anos.

Em outra pergunta, apenas 25% consideram que o governo anterior, dirigido por Ehud Olmert, fez todo o possível para libertar o soldado israelense, com 62% que pensam o contrário.

A pesquisa realizada pelo instituto independente Rafi Smith ouviu 500 pessoas dentro da população judaica de Israel (80% da população global de Israel) e tem margem de erro de 4,5%.

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