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Israel rebate acusações de Dubai sobre morte de líder do Hamas

Um alto funcionário do governo israelense rebateu nesta sexta-feira as http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2010/02/18/policia+de+dubai+pede+que+interpol+prenda+chefe+do+mossad+9401962.html target=_topacusações da polícia de Dubai contra o Mossad, o serviço secreto do Estado isralense, pelo assassinato no emirado de um dirigente do movimento radical palestino Hamas.

iG São Paulo |

"A polícia de Dubai não apresentou nenhuma prova que respalde uma incriminação nesse caso", disse à AFP a fonte, que pediu anonimato.

O chefe de polícia de Dubai, o tenente-general Dhahi Khalfan, afirmou na quinta-feira estar "99% seguro, e até 100%" da responsabilidade do Mossad no assassinato de Mahmud al- Mabhuh , um dos fundadores do braço armado do Hamas, que foi encontrado morto em um quarto de hotel de Dubai em 20 de janeiro.

"Até agora, ninguém sabe o que aconteceu. A polícia de Dubai não conseguiu nem explicar as circunstâncias da morte", afirmou a fonte israelense.

"Nem sequer há provas de que (Mabhuh) tenha sido assassinado. Tudo o que se veem nos vídeos são pessoas que falam ao telefone", acrescentou.

Por esse motivo, considerou "ridículas" as ameaças de Dubai de emitir uma ordem internacional de prisão contra o chefe do Mossad , Meir Dagan.

O chefe de polícia de Dubai afirmou na quinta-feira que "se for confirmado que o Mossad está por trás do crime, o que parece agora possível, a Interpol deveria emitir uma notificação vermelha para o chefe do Mossad, porque seria um assassino".

As notificações vermelhas da Interpol são avisos de busca internacional para uma extradição.

Circuito interno

O líder do Hamas foi morto em um quarto de hotel em Dubai. A polícia de Dubai divulgou imagens do circuito interno de TV do hotel que mostram os suspeitos disfarçados de turistas, usando perucas e barbas falsas.


Imagem do circuito interno do hotel mostra o líder do Hamas (de blusa preta)
sendo seguido por seu suposto assassino / Reuters

Segundo as autoridades locais, o trabalho "foi executado por um time profissional, altamente habilitado para esse tipo de operação". De acordo com alguns relatos, Al-Mabhouh estaria em Dubai para comprar armamentos para o Hamas.

Segundo a polícia, dois suspeitos palestinos que teriam fugido para a Jordânia também estariam sendo questionados sobre o assassinato.

* Com AFP e informações da BBC Brasil

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