Israel realiza hoje eleições municipais a três meses das gerais

JERUSALÉM - Cerca de 4,9 milhões de israelenses foram convocados hoje às urnas para as eleições municipais, que acontecem antes das gerais de fevereiro e nas quais o interesse se centra nas grandes cidades, sobretudo Jerusalém.

Redação com agências internacionais |

Os colégios eleitorais abriram às 7h (2h de Brasília) e devem fechar às 22h (17h) em 159 cidades, povoados e comarcas que elegem hoje seus prefeitos para os próximos cinco anos.

A votação acontece em 159 localidades, incluindo as colônias judaicas na Cisjordânia e Colinas Golan, assim com em Jerusalém Oriental, onde os habitantes palestinos têm direito a voto.

O pleito vai eleger prefeitos e câmaras municipais. Se um candidato a prefeito conseguir 40% dos votos emitidos, evita o segundo turno.

AP

Primeiro-ministro Ehud Olmert
vai à urna em Jerusalém

Os partidos Kadima, Likud e Trabalhista se apresentam como tais em só na metade das cidades, enquanto no resto as listas de candidatos são locais ou uma fusão de militantes de vários partidos.

Haifa, "a cidade vermelha", Tel Aviv a "liberal" e Jerusalém a "conservadora", que no total reúnem a 1,5 milhão de habitantes, centram a atenção de umas eleições que muitos analistas consideram a ante-sala das gerais convocadas para o dia 10 de fevereiro.

Nas duas primeiras se espera a vitória do Partido Trabalhista ou de seus representantes, enquanto que em Jerusalém o pleito é disputado entre um candidato laico, Nir Barkat, e outro ultra-ortodoxo, Meir Porush, que não representam nenhum desses três partidos.

O terceiro candidato, o milionário de origem russa Arcady Gaydamak, muito atrás nas pesquisas, aposta em um efeito surpresa, graças aos votos árabes.

Dan Meridor, ex-deputado e ministro, destacou ontem à noite a "aberração" que acontece em Jerusalém, que Israel considera sua capital, onde não nenhum candidato de ressonância internacional e peso político para influir no Governo se apresentou, como era costume até cinco anos atrás.

Jerusalém, a cidade mais pobre do país, enfrenta graves problemas sociais, econômicos e religiosos. Um terço de seus 750.000 habitantes, os da parte oriental, são palestinos que em sua imensa maioria não participarão do pleito para não reconhecer a soberania israelense em uma região que Israel ocupou em 1967 e que a ANP reivindica como capital de um futuro Estado.

A ANP exortou os habitantes palestinos de Jerusalém para que não participem destas eleições e seus porta-vozes ameaçaram com "castigar" quem for às urnas nessa região em disputa.

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