Jerusalém, 9 dez (EFE).- Israel reabriu hoje suas fronteiras com a Faixa de Gaza para permitir a entrada de combustível e ajuda humanitária, assim como o acesso dos jornalistas internacionais, depois que as passagens permaneceram fechadas por um mês, em resposta ao disparo de foguetes pelas milícias palestinas.

A decisão foi adotada pelo ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, depois que, na segunda-feira, os milicianos não lançaram nenhum foguete a partir da Faixa de Gaza.

A medida permitirá a entrada no território palestino de cerca de 360 quilômetros quadrados, onde vive mais de 1,5 milhão de habitantes, de mais de 70 caminhões com alimentos e ajuda humanitária.

O porta-voz do escritório de Coordenação de Atividades do Governo israelense nos territórios palestinos, Peter Lerner, disse à Agência Efe que, durante o dia de hoje, espera-se a entrada de entre 40 e 45 caminhões através da passagem de Kerem Shalom, e de outros 30 pelo cruzamento industrial de Karni.

Também será retomado o fornecimento de combustível e gás de cozinha.

O Ministério da Defesa israelense decidiu na semana passada permitir o acesso aos jornalistas, após uma série de reclamações e um processo apresentado pela Associação de Imprensa Estrangeira em Israel à Corte Suprema deste país.

O fechamento dos cruzamentos da Faixa de Gaza tinha sido originalmente imposto em 5 de novembro, em resposta ao lançamento de foguetes e bombas das milícias armadas palestinas, que ocorreram depois de uma incursão militar israelense que matou seis milicianos do Hamas. EFE db/an

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