Israel reabriu as principais passagens na fronteira com a Faixa de Gaza para permitir a entrada de ajuda humanitária no território palestino. Cerca de 80 caminhões com suprimentos como medicamentos, alimentos e outros estão sendo aguardados em Gaza nesta sexta-feira.

A decisão de abrir a fronteira foi tomada pelo ministro da Defesa, Ehud Barak, depois de consultas com assessores militares e de apelos feitos pela comunidade internacional.

Israel vem bloqueando o acesso ao território palestino há 18 meses. A ONU diz que os suprimentos esperados nesta sexta-feira são insuficientes para atender às necessidades locais - cerca de 80% da população depende da ajuda vinda de fora.

Mas o governo israelense diz que não pode permitir a abertura definitiva da fronteira enquanto militantes palestinos não puserem um fim aos ataques com foguetes contra alvos no sul de Israel.

Ainda não está claro por quanto tempo a fronteira com a Faixa de Gaza deve permanecer aberta.

Há informações de que militantes palestinos dispararam foguetes contra Israel na manhã desta sexta-feira.

Na quinta-feira, o primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, disse que o governo não hesitaria em atacar o Hamas e o grupo militante Jihad Islâmica caso seja necessário.

Até quinta, militantes ligados ao grupo islâmico Hamas tinham lançado cerca de 50 foguetes da Faixa de Gaza contra o sul de Israel.

Segundo o Hamas, os ataques foram realizados em resposta a morte de três de seus militantes por soldados israelenses na terça-feira.

O Exército israelense afirmou que os homens foram mortos porque teriam tentado colocar explosivos perto da fronteira com Israel.

O Hamas responsabiliza Israel pelo fim da trégua de seis meses, na última sexta-feira, alegando que o governo israelense não teria respeitado termos do acordo, entre eles o fim do bloqueio da Faixa de Gaza, que tem impedido a entrada de alimentos e combustível no território palestino.

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