Israel quer incluir libertação de soldado em trégua com o Hamas

JERUSALÉM - Israel poderia anunciar esta semana uma nova proposta para uma trégua com o movimento islâmico Hamas que incluiria a libertação do soldado Gilad Shalit, uma condição que o grupo não aceita.

EFE |

O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, se reuniu hoje com os ministros de Exteriores e Defesa, Tzipi Livni e Ehud Barak, respectivamente, para "falar sobre a calma no sul do país e sobre a libertação de Gilad Shalit", disse à Agência Efe o porta-voz do chefe do Governo, Mark Regev.

Ele destacou que não houve decisão que possa ser tornada pública, e "quando for tomada, será apresentada ao Gabinete de Segurança para que seja aprovada", o que, segundo indica a versão digital do jornal "Ha'aretz", poderia ocorrer na própria quarta-feira.

O primeiro-ministro "continuará fazendo todo o possível para que Gilad Shalit seja libertado", acrescentou seu porta-voz.

O escritório de Olmert anunciou este fim de semana que não aprovará qualquer pacto de trégua que não inclua a libertação de Shalit, mas o Hamas rejeita introduzir essa condição no acordo de cessar-fogo, e propõe uma negociação separada de uma troca de presos.

O porta-voz do Hamas em Gaza, Ismail Radwan, disse hoje que o grupo rejeitará qualquer nova condição para uma trégua. Radwan reiterou que "a trégua é algo diferente do caso de Shalit.

Pactuamos com os mediadores egípcios uma trégua de 18 meses, e não vamos mudar o que já acertamos. Nosso pacto será mantido conforme foi negociado com o Egito".

Uma delegação do Hamas está atualmente no Cairo, onde mantém conversas com os mediadores egípcios. Segundo Radwan, Israel deve declarar oficialmente que é "quem está bloqueando um acordo de trégua" e, se não for possível pactuar um cessar-fogo, "o Egito deverá abrir imediatamente a fronteira de Rafah".

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