Israel quer ajuda do Brasil para Irã suspender programa nuclear

BRASÍLIA (Reuters) - O ministro das Relações Exteriores de Israel, Avigdor Lieberman, ressaltou nesta quarta-feira a importância do Brasil na mediação do processo de paz no Oriente Médio e o potencial para convencer o Irã a interromper seu programa nuclear. O Brasil, talvez mais do que qualquer outro país, pode convencer os iranianos a parar seu programa nuclear e a convencer os palestinos a conversar diretamente conosco, disse Lieberman durante coletiva de imprensa no Brasil.

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Após reunir-se com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de encontro com o corpo diplomático brasileiro, Lieberman afirmou que a boa relação do Brasil com países árabes pode contribuir nas negociações de paz na região.

"O Brasil tem ótima relação com a Síria e com os palestinos e acredito que possa contribuir para esse diálogo direto entre Israel e seus vizinhos", disse o chanceler, fazendo questão de ressaltar sempre as boas relações do Brasil com os árabes.

O chanceler Celso Amorim, no entanto, defendeu a política externa de diálogo do país.

"O Brasil tem uma política de diálogo... O Brasil não dialoga só com quem concorda em tudo", disse Amorim.

A visita do ministro israelense é a primeira de um chanceler israelense ao Brasil desde 1987, quando o então ministro Shimon Peres esteve no país.

Segundo Lieberman, "há mal-entendidos e desentendimento entre Brasil e Israel talvez pela falta de diálogo direto entre os dois países". O chanceler, no entanto, não especificou.

"Nós estamos tentando ser mais atuantes na América do Sul, especialmente no Brasil", disse Lieberman.

Nem Amorim nem Lieberman deram detalhes sobre um possível papel de negociador do Brasil.

O Brasil é o primeiro destino de Lieberman na viagem de dez dias pela América do Sul. A embaixada informou que o objetivo da viagem do chanceler israelense é "enfatizar a importância que o Ministério de Relações Exteriores atribui à América Latina".

A viagem ao Brasil do presidente israelense, Shimon Peres, está prevista para novembro, e Lula deve retribuir a visita em 2010.

(Por Natuza Nery)

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