JERUSALÉM (Reuters) - Israel exigiu que a Grã-Bretanha mudasse sua lei nesta terça-feira depois de notícias de que a ex-chanceler Tzipi Livni pode ser presa sob acusações de crimes de guerra relacionadas à ofensiva de Gaza no ano passado se não cancelasse uma visita a Londres. O risco legal enfrentado por políticos israelenses e por militares pode prejudicar os esforços britânicos de mediar um acordo de paz no Oriente Médio, disse o Ministério das Relações Exteriores de Israel, depois que a mídia britânica relatou que um magistrado havia emitido uma ordem de prisão contra Livni em nome dos advogados de palestinos em Gaza.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse em um comunicado que rejeitava "esse absurdo".

Tanto o conselheiro de segurança nacional de Netanyahu quanto o Ministério da Relações Exteriores chamaram o embaixador britânico em Israel para expressar seu espanto.

A Grã-Bretanha disse que está analisando as implicações do caso.

A ordem de prisão é o último incidente a atrapalhar a vida de autoridades israelenses na Grã-Bretanha nos últimos anos.

O Ministério das Relações Exteriores israelense disse que "a falta de uma ação decisiva e imediata para emendar as anomalias prejudica as relações entre os dois países."

"Se os líderes israelenses não puderem visitar a Grã-Bretanha de uma maneira apropriada e respeitável, isso será um obstáculo natural ao desejo britânico de desempenhar um papel ativo no processo de paz do Oriente Médio".

Livni rejeitou a ordem de prisão em um discurso em Tel Aviv no qual ela defendeu suas ações em Gaza.

"Israel teve que fazer a coisa certa --sem levar em conta condenação, comunicados ou ordens de prisão. Esse é o papel de uma liderança", disse.

(Reportagem de Ori Lewis e Alastair Macdonald, em Jerusalém, e de Dan Williams, em Tel Aviv)

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