Israel propõe troca de terras árabes por colônias judaicas

Jerusalém, 13 fev (EFE).- O vice-ministro de Assuntos Exteriores de Israel, Dani Ayalon, propôs que, no caso de um acordo de paz, o futuro Estado palestino inclua áreas de Israel onde vivam muitos árabes em troca da anexação de colônias judaicas na Cisjordânia.

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"Os árabes israelenses (palestinos com cidadania israelense) não perderão nada unindo-se ao Estado palestino. Em vez de dar aos palestinos terras vazias no (deserto de) Neguev, oferecemos a eles uma terra cheia de residentes que não terão que deixar suas casas", disse Ayalon em uma entrevista publicada hoje pelo jornal árabe "Asharq al-Awsat".

O vice-chanceler afirmou ainda que "pedir a Israel que detenha a construção dos assentamentos é como pedir aos palestinos que renunciem ao direito de retorno dos refugiados".

A ampliação das colônias judaicas é ilegal, de acordo com o Direito Internacional, e viola o Mapa de Caminho, o plano de paz do Quarteto de Madri (Estados Unidos, ONU, União Europeia e Rússia).

Por outro lado, o direito de retorno dos refugiados palestinos, que somam entre 4,5 e 7 milhões, segundo os critérios empregados em seu cálculo, é reconhecido na resolução 191 das Nações Unidas, embora as últimas negociações não tenham debatido nada além da volta de algumas dezenas de milhares deles.

Ayalon, do partido Israel Beiteinu, liderado pelo chanceler Avigdor Lieberman, ressaltou que espera "solidariedade nacional" dos israelenses, "tanto judeus como não judeus".

"Respeitamos os árabes tanto quanto esperamos que eles nos respeitem. Não temos nada contra eles. Estamos falando de uma troca de terras. Por que não? Se os árabes em Israel dizem que estão orgulhosos de ser palestinos, por que não deveriam estar orgulhosos de ser parte de um Estado palestino?", acrescentou. EFE ap/sc

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