Por Jeffrey Heller JERUSALÉM (Reuters) - O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, ameaçou neste domingo dar uma resposta desproporcional ao contínuo lançamento de foguetes contra Israel a partir da Faixa de Gaza, governada pelo Hamas.

Desde a entrada em vigor de uma trégua, em 18 de janeiro, depois de 22 dias de ofensiva israelense em Gaza, têm ocorrido disparos esporádicos de foguetes por militantes palestinos contra comunidades no sul de Israel e vários ataques aéreos israelenses no território.

Pelo menos dois foguetes atingiram o sul de Israel neste domingo, sem ferir ninguém nem causar danos. Uma ramificação das Brigadas dos Mártires de Al-Aqsa assumiu a responsabilidade pelo ataque. O grupo é integrante da facção Fatah, do presidente palestino, Mahmoud Abbas.

"Desde o início a posição do governo é que, se houver disparos contra os moradores do sul, haverá uma dura resposta de Israel, que será desproporcional", disse Olmert na reunião semanal de gabinete, depois do último disparo de foguete.

"Vamos agir de acordo com novas regras que garantirão que não iremos ser arrastados para uma guerra de incessantes disparos na fronteira sul, o que iria impedir que os moradores do sul tenham uma vida normal", acrescentou, sem entrar em detalhes.

Israel foi criticado pela morte de mais de 1.300 palestinos durante a guerra, incluindo pelo menos 700 civis, segundo balanço do Ministério da Saúde do governo do Hamas.

Críticos dizem que Israel reagiu de modo desproporcional em sua ofensiva área e terrestre em áreas densamente povoadas para conter os ataques de foguetes que mataram 18 israelenses nos últimos oito anos.

O governo de Israel atribui aos militantes do Hamas a responsabilidade pelas mortes de civis em Gaza, por operarem dentro de cidades e campos de refugiados.

Durante a campanha em Gaza, dez soldados e três civis israelenses foram mortos.

Os comentários de Olmert foram endossados pela ministra de Relações Exteriores, Tzipi Livni, candidata na eleição de 10 de fevereiro.

Olmert não concorrerá. Ele renunciou ao cargo em setembro, em meio a um escândalo de corrupção, mas permanece como primeiro-ministro interino.

"Israel vai responder", disse Livni, que substituiu Olmert como líder do governista partido Kadima, de centro. "Esta é a minha posição. Ficou claro antes, durante e depois da operação, e este é o modo como agirei como primeira-ministra."

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.