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Israel proíbe o termo Nakba em livros escolares

Jerusalém, 22 jul (EFE).- O Governo israelense retirará dos livros de texto para estudantes árabes qualquer referência ao que os palestinos qualificam como Nakba (catástrofe), ao se referir à criação do Estado judeu em 1948, informa hoje a imprensa local.

EFE |

As referências à "Nakba", termo árabe que passou a denominar no imaginário palestino a "catástrofe" que representou a criação do Estado de Israel e o conseguinte exílio de 700 mil refugiados, foi introduzido em 2007 nos livros de texto pela então ministra da Educação, a trabalhista Yuli Tamir.

O termo, que seis décadas depois da criação do Estado judeu continua levantando polêmica, estava nos livros para escolas árabes do país e sob o título de "Vivendo Juntos".

O sistema educacional israelense conta com escolas para crianças judias e árabes com cidadania israelense - também há algumas mistas, mas são poucas -, e em ambas variam os conteúdos e os livros, muitos dos quais são publicados por editorais privadas.

O texto onde está a "Nakba" era desde então estudado por alunos de terceiro grau, ou seja, por crianças de entre 8 e 9 anos.

Nele, explica-se que "alguns residentes árabes foram retirados de suas casas e se transformaram em refugiados, quando Israel confiscou muitas de suas terras".

Os autores do livro também mencionam em suas páginas que os "árabes rejeitaram o pedido das Nações Unidas de dividir a terra entre palestinos e judeus (de acordo com a resolução 181), enquanto os judeus a aceitaram". EFE db/an

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