Genebra, 16 dez (EFE) - A alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, Navi Pillay, considerou hoje sem precedentes e profundamente lamentável a atitude de Israel de impedir que um especialista do organismo internacional chegasse aos territórios palestinos para cumprir uma missão oficial.

O especialista das Nações Unidas Richard Falk foi impedido de transitar por território israelense após chegar, no domingo, a Israel, onde foi detido e depois expulso desde o aeroporto no qual tinha desembarcado, informou Navi.

Falk viajava como especialista da ONU para a situação dos direitos humanos nos territórios palestinos ocupados e levava consigo seu passaporte americano e um certificado das Nações Unidas que atestava o caráter oficial de sua visita.

A alta comissária afirma que as autoridades migratórias de Israel negaram a entrada do especialista, o separaram de dois funcionários da ONU com os quais viajava e confiscaram seu telefone celular - impedindo que estabelecesse qualquer contato oficial.

Ele passou a noite em uma área de detenção do aeroporto e foi deportado no dia seguinte aos Estados Unidos.

Navi lembrou que Israel nunca teve uma atitude parecida com os antecessores de Falk, que deviam passar obrigatoriamente por seu território para chegar até os palestinos.

O Governo israelense foi informado formalmente em duas ocasiões da visita e só advertiu dos problemas que esperavam Falk e sua equipe quando sua partida era iminente, acrescentou.

A alta comissária sustentou ainda que Israel poderia ter violado, neste caso, as normas sobre privilégios e imunidade da ONU. EFE is/db

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