Israel pressiona doentes palestinos por informações

Doentes palestinos que vivem na Faixa de Gaza estão sendo pressionados por agentes de segurança israelenses para se tornarem informantes, de acordo com um relatório divulgado pela ONG Médicos pelos Direitos Humanos. Segundo o grupo, já foram registrados mais de 30 casos de pessoas que tiveram tratamento médico negado por não fornecerem informações sobre outros palestinos.

BBC Brasil |

O documento ressalta que os doentes palestinos "se tornaram um alvo acessível e importante para o Serviço de Segurança Nacional de Israel na coleta de informações".

A ONG afirma que o interrogatório acontece geralmente no momento em que os palestinos tentam deixar Gaza e atravessar a fronteira com Israel para receber tratamento médico.

Alguns doentes que se recusam a dar informações sobre a família, vizinhos ou conhecidos são impedidos de cruzar a fronteira. Em outros casos, os doentes não tentam atravessar a barreira por medo de serem presos.

Segundo os ativistas da ONG, essa ação infringe a lei internacional dos direitos humanos.

Apesar disso, as forças de segurança israelenses negam essas acusações e afirmam que apenas informações médicas são requisitadas dos pacientes que tentam sair de Gaza.

Acesso

Desde que o grupo islâmico Hamas tomou o controle da Faixa de Gaza, em junho de 2007, Israel permite que apenas serviços humanitários de emergência tenham acesso à Faixa de Gaza.

O tratamento médico se torna ainda mais difícil já que a maioria dos moradores do território ocupado encontra dificuldade em atravessar as fronteiras terrestres com Israel, bastante limitadas depois que o Hamas passou a controlar Gaza.

No entanto, permissões de saída para alguns casos de ajuda médica humanitária estão sendo analisadas por Israel.

A ONG argumenta que essas permissões devem ser concedidas por médicos, e não agentes de segurança.

No sábado, membros do Exército israelense afirmaram que cerca de 200 integrantes do Fatah perseguidos pela facção rival, Hamas, receberam permissão para cruzar a fronteira depois de conflitos violentos.

Muitos dos feridos foram tratados em hospitais israelenses.

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