Israel prende dirigente do Fatah que participava de uma passeata pacífica

Ramala, 28 mar (EFE).- Forças israelenses prenderam 15 pessoas hoje, entre elas um destacado dirigente do Fatah, em um passeata em Belém contra as restrições de acesso a Jerusalém para os palestinos que queriam ir a procissão do Domingo de Ramos.

EFE |

Abbas Zaki, membro do Comitê Central do movimento nacionalista palestino Fatah, foi detido no principal posto de controle militar israelense. Ela participava de uma caminhada junto com outras 200 pessoas que começou na Igreja da Natividade de Belém e tinha como destino Jerusalém.

Soldados israelenses prenderam Zaki na passagem militar, situada junto ao muro de concreto de nove metros de altura que rodeia a cidade cisjordaniana, e o colocaram em um veículo militar que abandonou a zona pouco depois.

Alguns manifestantes tentaram atravessar o posto de controle, mas os soldados os impediram prendendo vários deles, entre eles um fotojornalista.

A maior parte dos integrantes da marcha eram cristãos que queriam participar da procissão que abre a Semana Santa em Jerusalém e que refizeram o percurso que Jesus fez em sua entrada triunfal na cidade no lombo de um burro, como relatado na Bíblia.

Este ano a Semana Santa coincide com as comemorações do Pessach, a Páscoa judaica, que lembra a libertação da escravidão no Egito faraônico há 3,5 mil anos e a chegada da primavera.

Os militares fecharam todos os acessos a Jerusalém a partir território palestino ocupado da Cisjordânia (onde se encontra a cidade de Belém). A exceção são as emergências de saúde e os 1,8 mil trabalhadores, religiosos, estudantes e professores que tem permissão para ir a Jerusalém.

Igrejas cristãs do Oriente Médio denunciaram ontem Israel por impor dificuldades ao acesso de seus fiéis a Jerusalém por ocasião da Semana Santa e pediram à comunidade internacional que impeça essas ações "discriminatórias e ilegais".

Um comunicado assinado pelo Conselho de Organizações Árabes Ortodoxas na Palestina afirma que a decisão é uma das "políticas que Israel aplica para erradicar a herança cristã e muçulmana" da cidade santa desde sua ocupação, na Guerra dos Seis Dias em 1967.

Entre outras medidas, foram denunciados os postos policiais, "sob o pretexto da segurança", que as autoridades israelenses instalaram em torno da basílica do Santo Sepulcro, construída na velha cidade de Jerusalém no lugar em que a tradição situa a crucificação e o enterro de Cristo. EFE nm-Sa'ar-db/pb

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