Israel pode demolir casa de palestinos que atacam--procurador

Por Joseph Nasr JERUSALÉM (Reuters) - A proposta do governo israelense de demolir as casas de palestinos da parte leste de Jerusalém, de maioria árabe, que atacarem Israel é legalmente viável, escreveu o procurador-geral israelense em uma decisão judicial.

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Menachem Mazuz respondeu legalmente depois da proposta feita pelo premiê Ehud Olmert na quinta-feira. Ele disse que Israel deveria destruir as casas de 'todos os terroristas em Jerusalém' depois que um palestino matou três israelenses com uma retroescavadeira.

'Diante das repetidas decisões judiciais da Suprema Corte nos últimos anos, não se pode dizer que há objeção legal ao direito de demolir casas dentro de Jerusalém, mas a medida pode criar dificuldades legais consideráveis', disse Mazuz, segundo trechos divulgados pelo Ministério da Justiça.

As autoridades israelenses dizem que o ataque de quarta-feira e a morte de oito estudantes em março são de responsabilidade de palestinos da parte leste da cidade. Eles têm documentos de identidade israelenses, o que lhes dá ampla liberdade de movimento.

Mazuz alertou que, além dos desafios legais nas cortes israelenses, demolir casas poderia atrair a condenação internacional.

'A inspeção detalhada das circunstâncias de cada caso deve ser conduzida pelo Shin Bet, em coordenação com o Ministério da Justiça', disse Mazuz.

Olmert afirmou em uma conferência econômica na quinta-feira que Israel deve ser 'mais duro em seus meios contra os perpetradores do terror. Se é preciso destruir casas, então devemos fazer isso.'

Israel deixou de demolir as casas de palestinos envolvidos em ataques contra seus cidadãos depois que grupos de defesa dos direitos humanos condenaram a prática na Suprema Corte de Israel.

Autoridades legais e de defesa se encontraram na quinta-feira para discutir a questão. Cerca de 20 pessoas vivem na casa da família do homem responsável pelo ataque e os parentes dizem que não sabiam de suas intenções.

Israel anexou o leste de Jerusalém em uma operação não reconhecida internacionalmente, depois de capturar a área em 1967, e deram aos palestinos que moravam ali os mesmos cartões azuis dos cidadãos judeus.

Os palestinos querem que o leste da cidade seja a capital do Estado palestino.

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