Israel planeja mais casas em Jerusalém Oriental, diz jornal

JERUSALÉM (Reuters) - Israel planeja construir mais 600 casas em terras ocupadas que o país considera serem parte de Jerusalém Oriental, noticiou o jornal Haaretz na sexta-feira. A proposta, já aprovada por uma comissão distrital de planejamento, pode prejudicar ainda mais os esforços dos EUA pela retomada do processo de paz entre israelenses e palestinos, que insistem no congelamento prévio de todos os assentamentos judaicos nos territórios ocupados, inclusive em Jerusalém.

Reuters |

Procuradas por telefone, autoridades israelenses não quiseram se manifestar.

Ghassan al Khatib, diretor do gabinete de imprensa do governo palestino, qualificou a notícia como "mais uma violação israelense do direito internacional", e alertou que ela pode inviabilizar a retomada das negociações, abandonadas desde a guerra de dezembro de 2008 em Gaza.

Khatib insistiu que os palestinos irão manter sua "luta pacífica, legal e pública contra a expansão de assentamentos e a ocupação israelense".

Um projeto semelhante proposto no final de 2009 para outras partes da Grande Jerusalém atraiu condenação internacional. Israel considera esses bairros como parte anexada do seu território, sem reconhecimento internacional.

O Estado judeu também sofre críticas por causa dos despejos com autorização judicial de palestinos de Jerusalém Oriental, além das suas ameaças de demolir casas que alega terem sido construídas ilegalmente.

O Haaretz disse que há intenção de construir mais casas perto do bairro de Pisgat Zeev e da área palestina de Shuafat. De acordo com o jornal, o projeto foi reduzido de 1.100 para 600 casas depois que se soube que parte dos terrenos pertencia a palestinos.

Mais de 200 mil israelenses já vivem em Jerusalém Oriental e áreas contíguas da Cisjordânia, ambas capturadas por Israel em 1967 e consideradas parte da sua "capital eterna e indivisível."

Os palestinos reivindicam Jerusalém Oriental como capital do seu eventual Estado na Cisjordânia e Faixa de Gaza.

Como concessão aos EUA, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, determinou em novembro a suspensão por dez meses da ampliação de assentamentos na Cisjordânia, mas deixou o município de Jerusalém de fora da medida.

A Corte Mundial considera que todos os assentamentos construídos em território ocupado são ilegais.

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