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Israel planeja construir mais 100 casas em Jerusalém Oriental

JERUSALÉM - Sem recuar diante das turbulências nas suas relações com Estados Unidos e Grã-Bretanha, Israel confirmou nesta quarta-feira novos planos para ampliar ainda mais a presença judaica em Jerusalém Oriental, um dia depois de o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2010/03/23/obama+e+netanyahu+tentam+aliviar+tensao+entre+eua+e+israel+9437471.htmlterem se reunido em Washington.

Reuters |

Elisha Peleg, integrante do conselho municipal de Jerusalém e da comissão de planejamento da cidade, disse que 20 unidades foram aprovadas para o bairro de Sheikh Jarrah , do qual palestinos foram expulsos no ano passado, em Jerusalém Oriental.

AP
Jerusalém

Novas 20 unidades serão construídas no Hotel Shepherd

Falando à Rádio do Exército, Peleg disse que o plano está sendo preparado há meses e a medida era somente um "passo técnico" para a aprovação de 100 casas. "Vamos continuar construindo em toda Jerusalém, em Sheikh Jarrah e Ras al-Amud também", disse ele, citando outro bairro palestino na região de Jerusalém.

A notícia foi divulgada ao final de uma viagem excepcionalmente discreta do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu aos EUA , onde se reuniu com o presidente Barack Obama para tentar resolver a crise provocada pelo anúncio, há duas semanas, de novas construções nos arredores de Jerusalém Oriental .

Na época, Netanyahu lamentou que o anúncio tenha coincidido com uma visita a Israel do vice-presidente dos EUA, Joe Biden, o que a secretária de Estado dos EUA, chegou a caracterizar como "um insulto".

Mas na segunda-feira o premiê de Israel insistiu, diante de uma plateia de influentes judeus americanos, que "Jerusalém é a nossa capital" e Israel vai continuar construindo onde achar que deve na cidade.

A declaração desafiadora coincide com uma repreensão pública da Grã-Bretanha a Israel. Londres decidiu expulsar um diplomata israelense envolvido na falsificação dos passaportes usados por suspeitos de matarem um dirigente do Hamas em Dubai. Israel lamentou a decisão britânica, mas analistas previram que não haverá um abalo significativo nas relações bilaterais.

Pressão internacional

A Arábia Saudita, que em geral evita esse tipo de queixa pública, pediu nesta quarta-feira às grandes potências envolvidas no processo de paz do Oriente Médio que busquem "esclarecimentos sobre a política arrogante de Israel e sua insistência em desafiar o desejo internacional".

A imprensa israelense disse que Netanyahu foi surpreendido pela notícia do novo projeto para construir apartamentos no bairro de Sheikh Jarrah, local de manifestações contra os colonos desde a expulsão dos moradores palestinos.

Os palestinos querem que Jerusalém Oriental seja a capital de um futuro Estado palestino, mas Israel, que anexou Jerusalém Oriental após capturá-la juntamente com a Cisjordânia em 1967, considera toda a cidade de Jerusalém como sua capital.

O negociador palestino Saeb Erekat disse que o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, insistirá para que Israel revogue os planos para construir em Sheikh Jarrah, assim como a decisão para construir 1.600 casas numa outra região próxima à cidade .

"Quando falamos paz ou assentamento, parece que ele prefere os assentamentos", disse Erekat sobre Netanyahu.

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