Jerusalém - O Exército israelense autorizou, nesta quarta-feira, pela primeira vez desde que lançou a ofensiva há 12 dias, que um grupo de jornalistas entrasse na Faixa de Gaza, embora apenas acompanhando suas forças.

Em comunicado, o escritório do Porta-voz do Exército informou que selecionou um grupo de jornalistas para acompanhar suas forças em Gaza, aparentemente seguindo o formato que as Forças Armadas americanas aplicaram no Iraque.

Esta é a primeira vez que Israel autoriza a entrada de jornalistas em Gaza durante a atual invasão, e na prática já tinha fechado a fronteira um mês e meio antes.

Nem mesmo com uma sentença judicial favorável a um recurso apresentado pela Associação de Imprensa Estrangeira de Israel e dos Territórios Palestinos (FPA) tinha conseguido dissuadir as autoridades militares e políticas israelenses.

AFP
Crianças choram a morte de 10 parentes durante ataque israelense 

Trégua de 3 horas

Nesta quarta-feira, Israel interrompeu os ataques em Gaza por três horas para permitir que a população possa receber auxílio médico e suprimentos. Logo depois das 12h (horário de Brasília), os ataques foram retomados.

O governo israelense disse que haverá uma pausa diária nos ataques para permitir que a população possa receber auxílio médico e suprimentos e para "evitar uma crise humana" na região.

O anúncio veio depois da decisão de Israel de aceitar a criação de um corredor para permitir o envio de suprimentos à Faixa de Gaza, onde vivem 1,5 milhão de palestinos.

Para John Ging, da agência de auxílio aos refugiados palestinos das Nações Unidas, a oferta israelense é um avanço na crise, mas a prioridade continua sendo o fim da violência na região.

O Banco Mundial alertou para o perigo de uma crise de saúde pública em Gaza devido aos danos causados pelos bombardeios no sistema de esgotos e à falta de água potável.

De acordo com dados da ONU e do Ministério da Saúde palestino, pelo menos 670 palestinos morreram desde o início da operação militar israelense, no dia 27 de dezembro. Entre as vítimas estão pelo menos 205 crianças, segundo fontes palestinas.

Por outro lado, segundo o governo israelense, sete soldados e quatro israelenses foram mortos desde o início da ação.


Do outro lado, mãe israelense protege filhos de ataques do Hamas / Reuters

12 º dia de bombardeios

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