Israel pede explicações à França por ter mantido contatos com Hamas

Jerusalém, 19 mai (EFE).- Israel pediu explicações ao Governo francês após saber que a nação havia mantido contatos com líderes do movimento islamita palestino Hamas em Gaza, informou hoje à Agência Efe o porta-voz do Ministério israelense de Exteriores, Arye Mekel.

EFE |

O ministro francês de Exteriores, Bernard Kouchner, reconheceu hoje à emissora "Europe 1" que seu país reatou os "contatos" com o Hamas, embora tenha enfatizado que não se trata de relações nem de negociações.

A retomada de diálogo representa uma ruptura do bloqueio diplomático imposto pela comunidade internacional ao Hamas, desde que ganhou as eleições legislativas, em janeiro de 2006.

Mekel recusou dizer se considera "aceitável" que diplomatas franceses se reúnam com dirigentes do Hamas e se limitou a assinalar que Paris garantiu que os novos contatos não supõem mudanças em sua postura em relação ao grupo islamita, que controla Gaza desde junho.

A França reafirmou ao Governo de Ehud Olmert sua adesão às exigências do Quarteto de Madri (UE, EUA, ONU e Rússia) para acabar com o bloqueio ao Hamas: o reconhecimento do Estado de Israel, dos acordos assinados entre este e a Organização para a Libertação da Palestina (OLP) e a renúncia à violência.

Um diplomata francês de alto escalão, aposentado desde janeiro passado, Yves Aubin de La Messuzière, se reuniu há um mês em Gaza com os principais dirigentes do Hamas, incluídos Ismail Haniyeh e Mahmoud Zahar, segundo informações de hoje do jornal "Le Figaro".

O Governo dos Estados Unidos, por sua vez, qualificou de "imprudente" o fato de a França ter retomado contatos com o Hamas.

"Não acreditamos que tenha sido prudente ou apropriado. Falamos sobre isso no passado quando outros Estados decidiram manter contatos com o grupo islamita", observou o porta-voz do Departamento de Estado, Sean McCormack.

Nesse sentido, ressaltou que a administração do presidente George W. Bush não acredita que isso ajude o processo de paz para a região.

"Nossa posição continua sendo a de que o Hamas deve ser obrigado a escolher em que lado quer estar", completou o porta-voz. EFE ap/fb

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG