Israel pede à ONU que impeça que navio líbio zarpe rumo a Gaza

Embarcação é fretada pelo filho do líder líbio, Muammar Kadafi

EFE |

Jerusalém - Israel pediu às Nações Unidas que impeçam que um navio fretado pelo filho do líder líbio, Muammar Kadafi, zarpe rumo à faixa palestina de Gaza, para onde pretende levar ajuda humanitária e romper o bloqueio israelense. Em carta ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, a embaixadora israelense Gabriela Shalev pede "à comunidade internacional que exerça sua influência sobre o Governo da Líbia para que demonstre responsabilidade e impeça a saída do navio", informa a edição eletrônica do jornal "Ha'aretz".

Shalev, máxima representante israelense perante a organização, enviou a carta após a notícia divulgada na sexta-feira de que Saif Kadafi organizou, através de uma organização humanitária que ele preside, uma carga de ajuda para os palestinos de Gaza e que o navio deve zarpar em breve da Grécia. "Sob as legislações internacionais, Israel se reserva o direito de impedir que o navio viole o bloqueio naval imposto à faixa", escreve Shalev em nome de seu Governo.

Israel impôs um ferrenho bloqueio a Gaza em 2007, quando o movimento islamita Hamas tomou o controle do território e expulsou os seguidores moderados do presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas. Um ano antes, após a captura do soldado Gilad Shalit por três milícias palestinas, já tinha imposto medidas restritivas à livre passagem de pessoas e mercadorias procedentes ou com destino à faixa.

Em junho, Israel levantou uma boa parte das restrições à entrada de produtos de consumo por conta das pressões internacionais pela morte de nove ativistas turcos na abordagem israelense a um grupo de seis navios que se dirigiam a Gaza com ajuda humanitária. No entanto, o bloqueio terrestre, marítimo e aéreo continua, para impedir que armas cheguem às mãos das milícias palestinas.

Shalev escreve que, após o levantamento do bloqueio à entrada de produtos, Israel "espera que a comunidade internacional garanta que o navio não saia do porto" no qual se encontra. "As intenções declaradas desta missão (o navio líbio) são mais questionáveis e provocadoras, dadas as medidas recentemente tomadas por Israel para garantir o aumento da ajuda humanitária que entra em Gaza", ressalta a embaixadora israelense.

Desde os dramáticos fatos do ataque à frota de seis navios, no último dia 31 de maio, várias organizações islamitas no Líbano e no Irã anunciaram que enviarão navios com ajuda humanitária para o território.

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