Jerusalém, 12 mar (EFE).- O Ministério de Defesa de Israel impôs hoje o fechamento geral do território palestino ocupado da Cisjordânia durante os próximos dois dias, informou o Exército israelense em comunicado.

O fechamento começou por volta da 0h pelo horário local, e segue até as 0h do próximo domingo "de acordo com a avaliação de segurança", indica uma nota das Forças de Defesa de Israel.

Será permitido o acesso à Esplanada das Mesquitas em Jerusalém aos muçulmanos que tenham passaporte israelense. No caso dos homens, apenas os maiores de 50 anos, informou à agência Efe o porta-voz da Polícia israelense Miki Rosenfeld.

"Aumentamos a segurança dentro e ao redor de Jerusalém Oriental para impedir que haja revoltas após as orações da sexta-feira", disse o porta-voz.

O fechamento da Cisjordânia, que não só impede a passagem dos palestinos ao território israelense, mas também ao território palestino ocupado - como no caso de Jerusalém Oriental - são frequentes durante as festividades oficiais do Estado judeu, mas há anos não eram decretados fora dessas datas.

Segundo a imprensa local, o Ministério de Defesa ordenou o fechamento após receber relatórios dos serviços de inteligência sobre planos palestinos para efetuar manifestações em Jerusalém neste fim de semana.

No último mês, houve confrontos às sextas-feiras após as orações muçulmanas do meio-dia em torno da Esplanada das Mesquitas, terceiro lugar mais sagrado para o Islã.

Na sexta-feira passada, 80 pessoas, entre elas cerca de 20 policiais, sofreram ferimentos leves nos choques que aconteceram no lugar sagrado, situado na velha cidadela amuralhada de Jerusalém.

O Exército israelense informou que durante o fechamento da Cisjordânia, pessoas como pacientes, médicos, trabalhadores religiosos, professores e outros grupos profissionais poderão passar com "por razões humanitárias", desde que as pessoas em questão contem com a autorização da denominada Administração Civil, o corpo militar que administra a ocupação dos territórios palestinos.

As forças de segurança israelenses também asseguram que jornalistas poderão entrar e sair da Cisjordânia, mas a coordenação deste processo pode ficar nas mãos do Exército. EFE aca/fm

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