Jerusalém, 8 dez (EFE).- O partido Likud realiza hoje suas primárias com vistas às eleições gerais de 10 de fevereiro, em meio às tentativas do presidente da legenda, Benjamin Netanyahu, de bloquear a entrada da lista de candidatos a deputado do bloco mais ultradireitista da formação.

Os colégios abriram às 10h (5h de Brasília) em todo o país para primárias para as quais foram convocados cerca de 99 mil filiados, o que o transforma no maior partido de Israel.

Na semana passada, o Partido Trabalhista elegeu entre seus candidatos e manteve no poder a atual liderança. Na semana que vem, farão o mesmo o pacifista Meretz e o centro-direitista Kadima.

As primárias do Likud se caracterizaram nos últimos dias pela polêmica em torno de uma lista de candidatos "preferidos" por Netanyahu, e com a qual recomendava uma parte dos militantes a votar neles.

O jornal "Ha'aretz" informa que a lista busca impedir a entrada na lista de candidatos a deputado a ala mais radical do partido, comandada por Moshé Feiglin, diante do temor de que afugentem os eleitores de centro nas gerais de fevereiro.

Mas a decisão também indignou o ex-ministro de Assuntos Exteriores Silvan Shalom, que viu a iniciativa como uma tentativa de enfraquecer sua influência.

Dirigentes do Likud, o partido ao qual as pesquisas dão a vitória em fevereiro, pediram aos militantes que não levem em conta estas listas e votem de forma independente.

"Em um processo democrático, não é bom para o líder do movimento recomendar uma ou outra pessoa", disse o deputado Reuven Rivlin.

Segundo este e outros parlamentares, a recomendação pode se transformar em um "bumerangue" e encorajar a criação de uma frente interna de oposição no futuro. EFE elb/an

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