Jerusalém, 9 jan (EFE). - O Exército israelense qualificou de inverossímeis as notícias divulgadas hoje por uma agência da ONU sobre o massacre de 30 palestinos no bairro Zeitoun, de Gaza, e assegurou que, no momento dos fatos, não tinha tropas ali.

"A denúncia de que o edifício foi atacado é inverossímil, porque, em 4 de janeiro, a data mencionada pela organização internacional, as forças ainda não tinham chegado a Zeitoun", disse à Agência Efe o porta-voz oficial israelense Yaacov Dallal.

No relatório semanal sobre a situação em Gaza, o Escritório de Coordenação Humanitária da ONU (OCHA) acusa o Exército israelense de, no último domingo, ter concentrado 110 civis palestinos em uma casa desse bairro de Gaza.

"Vinte e quatro horas mais tarde, forças israelenses bombardearam repetidamente o imóvel, matando aproximadamente 30" pessoas que estavam no local, acrescenta o relatório.

Sobre o bombardeio, Dallal assegurou que o Exército "não registrou qualquer disparo de artilharia nem aéreo na área".

Zeitoun é um bairro dos arredores da Cidade de Gaza, e onde as forças israelenses tomaram posições visando a um ataque à capital da Faixa.

O porta-voz militar destacou que "é improvável que um fato com tantas vítimas tenha passado despercebido durante quatro dias, e que nenhum veículo de comunicação tenha reportado o ato ou haja relatórios em hospitais". EFE elb/db

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