Israel não é obrigado a aceitar a criação de um Estado palestino, diz chanceler

O novo ministro israelense das Relaçoes Exteriores, Avigdor Lieberman, afirmou nesta quarta-feira que Israel não é obrigado pelos compromissos adotados na conferência de Annapolis (Estados Unidos, novembro de 2007) a aceitar a criação de um Estado palestino.

AFP |

"Há apenas um documento que nos vincula e não é a conferência de Annapolis (...), somente o Mapa do Caminho", declarou Lieberman durante a cerimônia de passagem de poder junto a sua antecessora, Tzipi Livni.

"O governo israelense e a Knesset (parlamento unicameral israelense) jamais adotaram Annapolis", afirmou Lieberman.

O Mapa do Caminho é o plano de paz elaborado pelo Quarteto Internacional para o Oriente Médio (Estados Unidos, União Europeia, Russia e ONU) e que prevê a criação de um Estado palestino junto ao Estado hebreu.

O plano foi lançado em 2003, mas desde então foi praticamente abandonado.

Em Annapolis, o então primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, e o presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas, concordaram em reativar as negociações de paz para alcançar um acordo sobre a criação de um Estado palestino como prevê o Mapa do Caminho.

Em função da declaração de Liberman, um dirigente palestino afirmou, por sua vez, que o novo chanceler israelense é um verdadeiro "obstáculo para a paz".

dlm/ezz/cn

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