Israel não conseguirá arrastar palestinos para violência--premiê

Por Ali Sawafta HEBRON, Cisjordânia (Reuters) - O plano de Israel de incluir sítios religiosos na Cisjordânia em um projeto de patrimônio histórico-cultural judaico é uma provocação evidente, mas os palestinos não se deixarão arrastar para a violência, disse na sexta-feira o primeiro-ministro palestino.

Reuters |

Protestando contra o que afirmou ser uma iniciativa israelense politicamente motivada, Salam Fayyad assistiu às orações da sexta-feira na Mesquita Ibrahimi, ou Túmulo dos Patriarcas, em Hebrom, um dos sítios incluído no plano de patrimônio histórico-cultural anunciado esta semana.

O plano israelense, que vem suscitando protestos diários por palestinos na cidade antiga de Hebrom, esta semana, vem sendo descrito por políticos palestinos como mais um obstáculo posto no caminho dos esforços dos EUA para mediar uma retomada das negociações de paz.

Os Estados Unidos disseram que manifestaram a Israel sua preocupação com a designação dos sítios como "sítios do patrimônio histórico-cultural nacional" israelense, disse na quinta-feira um porta-voz do Departamento de Estado norte-americano. Para ele, os dois lados na disputa deveriam abster-se de lançar provocações.

A agência das Nações Unidas para a cultura e a educação, Unesco, expressou preocupação com o plano de Israel e "a resultante escalada das tensões na região".

"É convicção de longa data da Unesco que o patrimônio cultural deve servir como meio de diálogo", disse um comunicado emitido pela sede da agência em Paris.

Os islâmicos do Hamas, que governa a Faixa de Gaza, convocaram uma nova Intifada, ou levante, contra Israel em resposta ao plano.

Fayyad, que lidera um governo palestino rival na Cisjordânia, falou: "Não seremos arrastados para a violência pelo terrorismo dos colonos judeus e pelo terrorismo do projeto dos assentamentos."

"Nosso povo compreende todas as dimensões desta decisão política, mas está determinado a reagir, construindo uma realidade positiva a partir das bases", disse ele à Reuters.

"É o que chamamos de uma revolução silenciosa," acrescentou Fayyad, cuja administração apoiada pelo Ocidente fixou-se como meta construir as instituições de um Estado palestino até meados de 2011.

Na sexta-feira, em Hebron, algumas dezenas de jovens atiravam pedras contra soldados israelenses, debaixo de chuva. Os soldados disparavam bombas de gás lacrimogêneo contra os palestinos, que eram em número menor do que no início da semana.

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