Israel manterá Cisjordânia fechada até terça

JERUSALÉM - O Exército de Israel anunciou neste domingo a prorrogação até a noite da próxima terça-feira do fechamento geral do território da Cisjordânia, iniciado à meia-noite de quinta-feira e que deveria ter expirado no sábado.

EFE |

A decisão foi ordenada pelo ministro da Defesa israelense, Ehud Barak, com base, segundo um comunicado militar, em "novas avaliações da situação de segurança".

Até a terça-feira, ocorrerão dois eventos que podem desencadear confrontos entre palestinos e o Exército israelense.

O primeiro será a inauguração, na segunda-feira, da reconstruída sinagoga Hurva, situada no bairro judaico da Cidade Antiga de Jerusalém.

A segunda é a grande manifestação na Esplanada das Mesquitas convocada por organizações extremistas judaicas. O objetivo é reivindicar que os judeus possam rezar e realizar cerimônias religiosas livremente no local.

O fechamento da Cisjordânia, que não só impede a passagem de palestinos a Israel, mas também a Jerusalém Oriental, é habitual durante as festas oficiais do Estado judeu, mas há cinco anos não era imposto fora dessas datas - com exceção à visita do ex-presidente americano George W. Bush, em 2008.

Durante sua vigência, é permitido atravessar pacientes, médicos, trabalhadores religiosos, professores e outros grupos profissionais, sempre que houver com autorização da chamada Administração Civil, corpo militar israelense que administra os assuntos civis em territórios palestinos.

Também é liberada a entrada e saída da Cisjordânia de jornalistas, embora o Exército recomende que a passagem seja coordenada com antecedência.

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