Israel manterá bloqueio em Gaza após impasse em negociações

JERUSALÉM - Israel prometeu, nesta terça-feira, manter seu bloqueio à Faixa de Gaza, controlada pelo Hamas, até que o grupo militante islâmico concorde em libertar o soldado israelense, Gilad Shalit, capturado em negociações paralisadas mediadas pelo Egito.

Redação com agências internacionais |


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As conversas chegaram a um impasse após a recusa de Israel em libertar todos os 450 prisioneiros palestinos, o que foi exigido pelo Hamas em troca do soldado Gilad Shalit, capturado por militantes palestinos em uma invasão a Israel em 2006.

O primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, de saída, concordou em libertar mais de 320 dos 450 prisioneiros listados pelo Hamas, disseram fontes políticas israelenses.

Mas Olmert se recusou a libertar os responsáveis pelos ataques a bomba contra ônibus e restaurantes que mataram dezenas de israelenses desde o início da intifada, em 2000, disseram as fontes sob condição de anonimato.

"As exigências do Hamas atingiram proporções que no nosso entendimento nenhum governo israelense pode aceitar", disse a repórteres o ministro da Justiça israelense, Daniel Friedman, após encontro de Olmert com membros de seu gabinete a portas fechadas.

AP
Olmert, premiê israelense

Ehud Olmert, premiê israelense


Portas abertas



Israel e o Hamas deixaram aberta a porta para reiniciar as negociações. Mas ministros e autoridades diminuíram as chances de um acordo antes de Olmert passar o cargo para o direitista Benjamin Netanyahu.

Netanyahu, que defende uma política mais dura contra o Hamas, tem até o dia 3 de abril para formar um novo governo.

Olmert fez da libertação de Shalit uma pré-condição para um acordo com o Hamas e a abertura das fronteiras do território palestino para a ajuda de reconstrução após a ofensiva militar israelense no início deste ano.

"As fronteiras estão operando no mínimo para evitar uma crise humanitária em Gaza", disse uma fonte política israelense. "E elas (as fronteiras) seguirão desta maneira até que Shalit seja libertado".

Em resposta ao anúncio de Israel, o líder do Hamas no Líbano acusou o país de sempre recuar quando há uma proposta na mesa de negociações.

Nesta segunda-feira, uma fonte segura havia dito que Israel tinha objeções à soltura de menos de 50 dos prisioneiros palestinos pedidos pelo Hamas. E também havia a exigência de Israel de que alguns dos prisioneiros fossem exilados, o que é uma condição rejeitada publicamente pela ala armada do Hamas.

Israel já fez trocas desiguais no passado, trocando grande número de prisioneiros árabes por soldados capturados ou por seus restos mortais.

(Com informações da AFP, EFE e Reuters)

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