Israel mantém bloqueio à Cisjordânia por medo de violência

Israel decidiu, neste sábado, prorrogar até a meia-noite de terça-feira o bloqueio total da Cisjordânia e limitar o acesso, no domingo, à esplanada da mesquitas, por medo de atentados e violência, informaram fontes militares e policiais israelenses.

AFP |

O bloqueio total da Cisjordânia, que devia terminar à meia-noite de sábado, foi determinado pelo ministro da Defesa, Ehud Barak, "por motivos de segurança", levando em conta que há risco de atentados, segundo um porta-voz do exército.

O bloqueio começou à meia-noite de quinta-feira.

O exército de Israel bloqueia sistematicamente a Cisjordânia em cada festa judaica, mas esta é a primeira vez em mais de um ano que uma medida assim é tomada quando sem que haja qualquer comemoração prevista em Israel.

Duzentos manifestantes palestinos enfrentaram, no sábado, o exército israelense no posto de controle militar de Kalendia, ao norte de Jerusalém, na região da Cisjordânia ocupada, constatou um fotógrafo da AFP.

Os manifestantes denunciaram a continuidade da colonização israelense na Cisjordânia e em particular na Jerusalém oriental anexada, depois que foi anunciada a construção de 1.600 casas em um bairro de colonos ultraortodoxos.

Os manifestantes foram dispersados com bombas de gás lacrimogêneo quando lançavam pedras e uma garrafa incendiária na direção dos militares.

Seis manifestantes, quatro mulheres e dois jovens, ficaram levemente feridos no protesto, a maior parte atingida por disparos de bombas lacrimogêneas.

Um porta-voz do Exército disse que houve quatro detenções e acrescentou à AFP que os manifestantes "haviam tentado forçar o posto de controle, que foi fechado durante quatro horas depois dos incidentes".

O Exército autoriza a livre passagem nos dois sentidos entre Israel e a Cisjordânia em casos humanitários, a representantes de instituções religiosas e professores.

str-ms/jac/mvv

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