Israel libera US$ 167 milhões para bloquear imigrantes da África

Primeiro ministro também anunciou medidas severas para empresas que derem emprego a ilegais

Reuters |

O governo israelense aprovou neste domingo um plano de US$ 167 milhões para tentar frear a entrada de imigrantes africanos, que entram no país através da fronteira com o Egito. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, anunciou a intenção do governo de aumentar as multas para aqueles empregadores que contratarem trabalhadores ilegais.

AFP
O premiê israelense, Benjamin Netanyahu, comunicou formalmente um plano para dificultar a entrada de africanos
"Se for necessário, fecharemos as empresas para que o Estado de Israel não feche", disse o premiê. Segundo ele, uma visita à África está prevista em breve, na qual, entre outras questões, irá discutir a repatriação de imigrantes. Fontes ligadas ao assunto disseram que, provavelmente, o premiê viajaria em fevereiro a Quênia, Uganda e possivelmente ao Sudão do Sul.

O governo israelense estima que existam mais de 52 mil trabalhadores ilegais no país. Muitos imigrantes vieram da Eritreia e do Sudão, depois de atravessar o deserto do Sinai, no Egito, e atravessar a fronteira para Israel.

 ao longo de sua fronteira com o Egito para tentar bloquear a entrada de imigrantes e militantes islâmicos. O plano, que inclui a construção de centros de detenção para imigrantes, foi anunciado há um ano. A decisão do gabinete neste domingo liberou fundos do governo para a implementação do projeto.

"Sem um plano para lidar com os imigrantes ilegais, o número deles aumentará para 100 mil por ano", afirmou Netanyahu em comunicado do governo.

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