Israel lembra o Holocausto

Israel iniciou na noite de segunda-feira as comemorações do Dia da Shoah, uma cerimônia que recorda os seis milhões de judeus mortos pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial.

AFP |

A celebração começou poucas horas depois de o presidente do Irã, Mahmud Ahmadinejad, tachar Israel de "racista", causando grande rebuliço no primeiro dia da Conferência da ONU sobre o Racismo, em Genebra.

O presidente israelense, Shimon Peres, e o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, assistiram a uma cerimônia no memorial de Yad Vashem, em Jerusalém, onde os sobreviventes do Holocausto acenderam seis velas em homenagem às vítimas.

"O antissemitismo é fenômeno histórico antigo. Se alguém pensava que depois dos atos atrozes da Shoah, este fenômeno (...) desapareceria, é evidente que se equivocava", declarou Netanyahu em um discurso.

"O triste é que, enquanto nós observamos esse dia (...) em Jerusalém, outros escolheram assistir a um espetáculo de ódio contra Israel, (...) no coração da Europa", acrescentou.

"Estou profundamente (...) indignado porque num dia como hoje foi inaugurada uma conferência em Genebra que aceita o racismo, e que teve como principal participante (...) Mahmud Ahmadinejad, um homem que já pediu para apagar Israel do mapa", lamentou Peres.

Durante seu discurso, Ahmadinejad ignorou o apelo do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, de não associar o sionismo ao racismo e denunciou da tribuna a criação de Israel que, no seu entender, privou "de terras uma nação inteira a pretexto do sofrimento judeu".

Mais de 230.000 sobreviventes do Holocausto vivem atualmente em Israel, segundo várias associações.

bur-rb/sd

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