Israel lembra cinco anos do sequestro de Gilad Shalit pelo Hamas

Israel lembrou neste sábado o quinto aniversário do sequestro do soldado Gilad Shalit, capturado pelo Hamas na Faixa de Gaza

AFP |

Israel lembrou neste sábado o quinto aniversário do sequestro do soldado Gilad Shalit, capturado na Faixa de Gaza em 25 de junho de 2006. Centenas de pessoas se reuniram no sul do país, nos arredores de onde o jovem foi sequestrado por um comando de três grupos armados palestinos, um deles ligado ao Hamas. Os manifestantes pediram ao movimento radical palestino a libertação de Shalit ou que ao menos este forneça uma prova de que o jovem franco-israelense ainda está vivo.

A família do militar e outros organizadores do movimento leram uma carta do avô do prisioneiro, Zvi Shalit, que acusou o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu de recusar um acordo de troca de prisioneiros com o Hamas para obter a libertação do soldado. "Está claro para nós que o primeiro-ministro, em sua recusa, está jogando diariamente com a vida do meu neto e o colocando cada vez mais em perigo", lamentou.

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Manifestantes levam imagem de Gilad Shalit em protesto por sua libertação
Outras centenas de pessoas visitaram uma barraca que os pais de Salit, em protesto, ergueram próximo à casa de Netanyahu, em Jerusalém. Os dois moram no local improvisado desde o ano passado.

Mais cedo, 24 celebridades israelenses se revezaram em turnos de cerca de uma hora dentro de uma pequena cela escura num protesto simbólico para pedir a troca de prisioneiros entre Israel e Hamas, o que garantiria a liberdade de Shalit. "A mensagem era: sim a um acordo, não à indiferença. Gilad deve voltar para casa", divulgaram em um comunicado os organizadores do ato que foi filmado e transmitido ao vivo por meio do Facebook. Em Gaza, membros do Hamas também organizaram uma manifestação.

Uma faixa colocada no alto da cela indicava: "A Cruz Vermelha pediu a libertação de Shalit, mas nós perguntamos à Cruz Vermelha se ela já ouviu falar dos sete mil palestinos prisioneiros em Israel".A brigada Al-Qassam, braço militar do Hamas, emitiu um comunicado em seu site indicando que Shalit "não iria ver a luz do dia" enquanto os prisioneiros palestinos não fossem libertados.

O aniversário de cinco anos do sequestro também foi marcado por pedidos internacionais da Casa Branca, da França e da Organização das Nações Unidas (ONU), entre outros, para que o Hamas liberte Shalit.Na quinta-feira, Netanyahu disse que em resposta à recusa do Hamas em negar a visita de membros da Cruz Vermelha a Shalit, que ele instruiu o Serviço de Prisões de Israel para limitar os privilégios dados a palestinos detidos por crimes de segurança.Shalit tinha 19 anos quando foi sequestrado.

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