Israel lembra 20º aniversário de emigração de judeus da antiga URSS

Jerusalém, 6 set (EFE).- O Governo israelense lembrou hoje o início da emigração judia da antiga União Soviética (URSS), 20 anos depois, que levou à naturalização de quase um milhão de soviéticos, desde 1989.

EFE |

"Hoje lembramos o 20º aniversário desse grande onda de imigrantes ao Estado de Israel. Se passaram 20 anos desde a queda da Cortina de Ferro, desde que as portas da União Soviética se abriram à emigração", disse o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, ao abrir a sessão do Conselho de Ministros.

A reunião de hoje foi dedicada, quase inteiramente, a fazer um balanço de uma das maiores ondas migratórias da história do Estado judeu.

Segundo dados do ministro de Ciências israelense, Daniel Hershkovitz, cerca de 25% dos cientistas e professores universitários em Israel vieram da antiga URSS e chegaram depois que o então presidente Mikhail Gorbachov abriu as portas à emigração em 1989.

O fluxo migratório, que, desde então, trouxe 993 mil soviéticos a Israel, começou em 1988, de forma gradual, mas teve seu ápice no verão de 1989, até superar os 8 mil, em setembro daquele ano.

Eram momentos em que os dois países não tinham sequer relações diplomáticas e nos quais os Estados Unidos pressionavam Gorbachov para que abrisse as portas da URSS aos que quisessem abandoná-la.

A chegada em massa de emigrantes a Israel provocou uma mudança demográfica significativa e, hoje, os antigos soviéticos representam 13% de seus 7,4 milhões de habitantes. EFE elb/pd

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