Israel lança o maior exercício de defesa passiva de sua história

Israel lançou neste domingo, dois anos depois da guerra no Líbano, o maior exercício de defesa passiva de sua história, e assegurou que não tem nenhuma intenção hostil em relação à Damasco e Beirute.

AFP |

Este exercício de cinco dias, batizado "Momento crítico", está destinado a preparar a população israelense para ataques com armas convencionais - como os foguetes Katiusha disparados em meados de 2006 pelo Hezbollah libanês - ou os ataques de mísseis com ogivas químicas e bacteriológicas.

"O objetivo do exercício consiste em verificar a capacidade das autoridades para atuar num momento de crise e preparar a retaguarda em diversas circunstâncias", afirmou o primeiro-ministro Ehud Olmert ao iniciar a reunião semanal do gabinete em Jerusalém.

O ministro da Defesa, Ehud Barak, assegurou que "preparar a retaguarda para enfrentar os ataques constitui um elemento fundamental para a vitória".

No contexto de tensão com a Síria, Israel se esforçou por tranqüilizar esse país, assim como o Líbano.

"Isso não é nada mais que um exercício e não esconde nada. Todos os informes sobre a tensão no norte devem ser minimizados. Não temos planos secretos", insistiu Olmert.

No domingo pela manhã, as rádios militares e estatais pediam à população apra verificar os refúgios utilizando o slogam "Estar protegido é estar preparado".

Na terça, sirenes soarão em todo o país e os habitantes deverão se ocultar nos abrigos. A Defesa Civil explicará pela televisão a forma de se comportar em caso de ataque.

Os hospitais, serviços de emergência, municípios e ministérios estão mobilizados para o exercício.

No sábado, o exército libanês e a Força das Nações Unidas para o Líbano (Finul) afirmaram que se mantêm "vigilantes" ante este exercício para controlar qualquer "violação" da fronteira enre os países.

bur-mel/cn

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