Israel lança ataque aéreo após confronto em Gaza

Tropas de Israel realizaram nesta terça-feira uma nova ofensiva aérea contra a Faixa de Gaza, horas depois de uma explosão que matou um soldado israelense perto da fronteira com o território. O ataque aéreo israelense na cidade de Khan Younis deixou dois feridos.

BBC Brasil |

De acordo com fontes de um hospital palestino, um dos feridos era membro do Comitê de Resistência Popular do Hamas e estava em uma moto no momento do ataque.

O outro, segundo as fontes palestinas, era um pedestre que passava pelo local.

A nova onda de violência teve início quando Israel afirmou que um dos seus soldados foi morto por um explosivo colocado no lado israelense da fronteira e que teria como alvo uma de suas patrulhas.

Testemunhas palestinas dizem que, logo em seguida, os soldados israelenses abriram fogo na direção de Gaza, matando um fazendeiro palestino. Nenhum grupo palestino assumiu a autoria pelo ataque.

Bloqueio
O Exército israelense fechou todos os pontos de acesso a Gaza após o ataque desta terça-feira, impedindo inclusive a entrada de comboios de ajuda humanitária.

O ataque aéreo em Khan Younis foi o primeiro desde que Israel e o Hamas declararam separadamente um cessar-fogo para o conflito em Gaza, há pouco mais de uma semana.

A trégua interrompeu uma ofensiva israelense que durou três semanas e matou cerca de 1,3 mil palestinos. Outros 13 israelenses foram mortos, sendo dez deles soldados.

Mediadores egípcios têm se encontrado separadamente com representantes de Israel e do Hamas para tentar negociar um cessar-fogo permanente.

O grupo palestino pede a reabertura das fronteiras de Gaza, inclusive com o Egito, e o fim do bloqueio econômico israelense.

Já o governo de Israel quer o fim dos ataques com foguetes em seu território e um maior patrulhamento da fronteira de Gaza com o Egito para tentar impedir o contrabando de armas para militantes.

Os ataques desta terça-feira coincidem com a chegada do enviado americano para o Oriente Médio, George Mitchell, à região.

Mitchell, indicado pelo presidente americano Barack Obama, se reuniu com autoridades egípcias no Cairo. De lá, ele parte para Jerusalém e Ramallah.

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