Israel: Kadima na cabeça, mas Netanyahu está bem cotado para formar um gabinete

O partido Kadima de Tzipi Livni chegava na noite desta terça-feira com leve vantagem nas legislativas de Israel, diante do Likud de Benjamin Netanyahu, considerado, no entanto, bem cotado para formar uma coalizão de governo, segundo as últimas pesquisas obtidas pela AFP.

AFP |

De acordo com as recentes sondagens, o Kadima (centro-direita) obteria 30 cadeiras e o Likud, direita, 28.

Com o apoio da extrema-direita e dos partidos religiosos, Netanyahu aparece em melhor posição.

O partido de extrema-direita, Israël Beiteinou, de Avigdor Lieberman torna-se a terceira força política israelense, à frente do partido Trabalhista, segundo as redes de televisão.

A batalha está acirrada entre Netanyahu e Livni.

Às 20H00 locais (18H00 GMT), a taxa de participação chegava a 59,7% dos inscritos, segundo a comissão eleitoral.

Os resultados completos poderão ser anunciados na manhã de quarta-feira, ou na quinta.

Trinta e três chapas estão em disputa nessas legislativas realizadas ao final de uma campanha sem paixão e sob o impacto da ofensiva de Israel contra o Hamas em Gaza, entre 27 de dezembro e 18 de janeiro.

5.278.985 eleitores se inscreveram em 9.263 seções eleitorais.

Durante a campanha, nem Benjamin Netanyahu nem Tzipi Livni excluíram a possibilidade de governar ao lado de Avigdor Lieberman, que fez toda a campanha questionando a "lealdade" da minoria árabe de Israel (1,2 milhão de habitantes, ou seja, cerca de 20% da população).

A votação se desenvolve em clima de alta vigilância pelo temor de um atentado palestino, de foguetes lançados da Faixa de Gaza, ou de incidentes.

Cerca de 16.000 policiais foram mobilizados e o exército impôs um fechamento total da Cisjordânia.

A votação termina às 22H00 (20H00 GMT).

"Os que querem trilhar um novo caminho vão se juntar ao Likud e a mim", declarou Netanyahu ao depositar seu voto numa urna de Jerusalém.

Mas as pesquisas internas de seu partido indicam uma erosão da direita em benefício da extrema-direita.

"Da mesma forma com que votei um +sim+ ao Kadima na urna, muitos outros vão fazer o mesmo", declarou Livni em Tel Aviv, pedindo aos eleitores para não se deixarem desencorajar pela chuva.

Votando em casa - a colônia de Nokdim (Cisjordânia) - Lieberman, por sua vez, apelou a "todos os cidadãos de Israel, cristãos, muçulmanos e judeus, a se pronunciarem".

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