Violência entre árabes e judeus marca Dia do Perdão em Israel" / Violência entre árabes e judeus marca Dia do Perdão em Israel" /

Israel isola cidade após confrontos entre árabes e judeus

JERUSALÉM - A polícia israelense isolou nesta quinta-feira a cidade litorânea de Acre (norte) por causa do segundo dia consecutivo de confrontos entre judeus e árabes. Muitas estradas foram interrompidas, e helicópteros israelenses sobrevoam a antiga cidade portuária, onde a violência começou por volta de meia-noite de quarta-feira, em pleno Yom Kippur, o dia mais sagrado do calendário judaico. http://ultimosegundo.ig.com.br/bbc/2008/10/09/violencia_entre_arabes_e_palestinos_marca_dia_do_perdao_em_israel_1996031.html target=_blankViolência entre árabes e judeus marca Dia do Perdão em Israel

Reuters |

A TV israelense mostrou vitrines estilhaçadas e carros danificados na cidade, onde árabes e judeus convivem.

Cerca de 350 policiais foram acionados e usaram jatos d'água e gás lacrimogêneo para controlar centenas de manifestantes árabes, segundo o porta-voz policial Micky Rosenfeld.

O parlamentar árabe Abbas Zakkour, que representa Acre, disse à Reuters que dezenas de pessoas ficaram feridas por cilindros de gás, e algumas tiveram de ser hospitalizadas. O clima permanece tenso, segundo ele.

De acordo com Rosenfeld, oito árabes foram presos no confronto anterior, e quatro judeus foram detidos à noite por perturbar o trânsito num dos principais acessos da cidade.

Chefes de polícia se reuniram com líderes e parlamentares árabes e judeus para pedir calma, e o governo também divulgou nota ressaltando a necessidade de "proteger de forma vigilante a capacidade de coexistirmos nessas cidades".

Testemunhas árabes disseram que os confrontos começaram quando jovens judeus apedrejaram um carro com passageiros árabes durante o jejum do Yom Kippur, quando tradicionalmente todo o tráfego pára em áreas judaicas de Israel.

Rosenfeld disse que os três passageiros árabes foram agredidos por jovens judeus "numa rua fechada de um bairro judeu".

Cerca de cem carros e 40 lojas foram depredados por jovens árabes que atenderam à conclamação das mesquitas para sair às ruas, segundo ele.

Rosenfeld disse que a polícia permanecerá no local pelo resto do Yom Kippur, na quinta-feira, para acalmar a situação. O jejum terminou ao anoitecer.

Parlamentares árabe-israelenses exigiram que a polícia seja acionada durante o Yom Kippur para evitar que jovens judeus promovam distúrbios, segundo o site do jornal Haaretz.

O deputado Mohamad Barakeh disse que o incidente está relacionado não ao Yom Kippur, e sim à "escalada de discurso racista" que antecede às eleições municipais de novembro em Israel.

"Vemos um grande perigo nesses ataques. Eles são similares ao 'pogroms' aos quais os judeus estavam expostos nas mãos de gangues nazistas da Alemanha ", disse Barakeh à Reuters.

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