Israel investiga possível uso ilegal de fósforo branco em Gaza

O Exército de Israel iniciou uma investigação interna para determinar se os soldados do país dispararam armas com fósforo branco em zonas habitadas durante a ofensiva na Faixa de Gaza, o que representaria o uso ilegal desta substância química, informa o jornal Haaretz.

AFP |

O jornal indica que a investigação está centrada em 20 obuses usados em Beit Lahiya, norte da Faixa, que teriam sido disparados por uma brigada de paraquedistas da reserva.

O coronel da reserva Shai Alkalai coordena a investigação, segundo o jornal, enquanto um porta-voz do Exército declarou à AFP que não existe nenhuma "investigação oficial".

O Haaretz afirma que o Exército utilizou dois tipos de obuses de fósforo como bombas de fumaça.

O direito internacional não proíbe totalmente o uso de fósforo branco, mas veta a substância contra zonas habitadas por civis.

A organização Anistia Internacional (AI) afirma que Israel pode ter cometido crimes de guerra, ao indicar que o uso da substância química em zonas civis era "claro e inegável".

Os voluntários da AI que visitaram o território palestino "encontraram provas inquestionáveis do uso de fósforo branco em zonas residenciais densamente povoadas na cidade de Gaza e no norte da Faixa", afirmou a organização.

Fontes médicas de Gaza informaram que dezenas de pessoas estavam sendo tratadas por queimaduras provocadas por fósforo branco durante a ofensiva de 22 dias de Israel contra o grupo radical Hamas, que matou mais de 1.300 palestinos, mais da metade civis.

Israel insiste que todas as armas utilizadas na campanha são autorizadas pelo direito internacional.

O fósforo branco é um agente químco tóxico e a exposição a esta substância pode ser fatal. Ele pode provocar graves queimaduras e danificar o fígado, o coração e os rins.

Dispersado com fogo de artilharia, a substância arde com o contato com o oxigênio, criando uma cortina de fumaça para que as tropas possam se movimentar sem ser percebidas.

ms/fp

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