Israel interrompe bombardeios em Gaza por três horas

JERUSALÉM - Israel interrompeu os bombardeios na Faixa de Gaza das 13h (9h de Brasília) até as 16h (12h de Brasília) desta quarta-feira, para permitir que a população palestina obtenha mantimentos, graças a um corredor humanitário criado na região.

Redação com agências internacionais |


A continuidade desta medida de interromper os bombardeios durante três horas diárias será estudada a cada dia em função da situação, disse Peter Lerner, porta-voz do organismo dependente do Ministério da Defesa que coordena as atividades de Israel nos territórios palestinos.

Abu Marzuk, membro do gabinete político do Hamas em Damasco, afirmou que o movimento islamita palestino não vai disparar foguetes contra Israel durante a o período de trégua determinado por Israel.

"Não se espera que sejam lançados foquetes durante as três horas de interrupção dos bombardeios israelenses", afirmou Abu Marzuk, citado pelo porta-voz Osama Abu Khaled.

Reuters
Tanques abrem fogo durante a manhã na Faixa de Gaza

O gabinete de governo israelense deve analisar também nesta quarta-feira uma proposta de cessar-fogo encaminhada pela França e pelo Egito e que conta com amplo apoio da comunidade internacional.

Apresentado durante uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU em Nova York, na noite de terça-feira pelo presidente egípcio, Hosni Mubarak, e pelo líder francês, Nicolas Sarkozy, o plano prevê a retomada do envio de ajuda humanitária a Gaza e negociações a respeito da segurança na fronteira entre israelenses e palestinos.

A proposta foi bem recebida pela secretária de Estado dos EUA, Condoleezza Rice, que pediu por uma trégua que seja "durável e que garanta a segurança".

Corredor humanitário

A decisão de permitir a criação de um corredor para levar ajuda aos habitantes da Faixa de Gaza foi anunciada da Faixa de Gaza pelo primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert.

Segundo o governo, Israel vai abrir algumas áreas "por períodos limitados de tempo durante os quais a população vai poder receber ajuda".

A intenção da proposta, segundo o gabinete de Olmert, é "evitar uma crise humana" na região.

Ataque contra escola

Na terça-feira, um ataque israelense contra uma escola, que segundo Israel serviria de esconderijo para militantes, deixou pelo menos 30 mortos e outros 55 feridos, segundo a ONU.

Reuters
Famílias se abrigam em escolas da ONu após perderem suas casas


A ONU afirma que a escola Al-Fakhura, no campo de refugiados de Jabaliya, estava sendo usada como refúgio por centenas de civis palestinos quando foi atingida pelo ataque israelense.

Militares israelenses afirmam que seus soldados foram atacados com morteiros por militantes que estavam dentro da escola.

Um porta-voz do Hamas, no entanto, negou que alguém tenha empreendido ataques de dentro do prédio.

Autoridades médicas palestinas afirmam que 595 pessoas, entre elas 195 crianças, já morreram desde o início da ofensiva de Israel contra Gaza.

O número de mortos na região, no entanto, não pode ser verificado de maneira independente, na medida em que Israel não permite a entrada de jornalistas em Gaza.

12 º dia de bombardeios

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