Israel inicia campanha diplomática após relatório da ONU

Jerusalém, 16 set (EFE).- Israel iniciou uma campanha diplomática para impedir que o relatório da ONU que o acusa de crimes de guerra na ofensiva na Faixa de Gaza entre 2008 e 2009 chegue ao Conselho de Segurança das Nações Unidas, informaram à Agência Efe fontes oficiais do Ministério das Relações Exteriores israelense.

EFE |

"Não vamos ficar parados perante este relatório, que é um grave perigo para os países democráticos, porque lhes impede de se defender do terrorismo", disseram as fontes.

Israel tentará "sensibilizar a opinião pública mundial" e, em particular, os Estados democráticos, da importância de rejeitar um relatório que "concede um prêmio ao terrorismo", disseram.

"O objetivo é evitar um terreno escorregadio que pudesse levar Israel perante o Tribunal Penal Internacional (TPI)", disseram fontes informadas da iniciativa ao jornal "Ha'aretz", que revelou a notícia.

Ontem, ao apresentar o documento, o comitê liderado pelo jurista Richard Goldstone pediu ao Conselho de Segurança da ONU que obrigue Israel - e as autoridades palestinas em Gaza, às quais estendeu a acusação de "crimes de guerra" - a lançar investigações e processar os responsáveis de ações criminosas.

Israel conta com que os países árabes tentarão levar o assunto ao Conselho de Segurança, que poderia, por sua vez, levá-lo ao TPI e, eventualmente, gerar ordens internacionais de busca e captura para responsáveis israelenses envolvidos na ofensiva.

Embora seja improvável que chegue a esse ponto, a diplomacia israelense tentará obter apoio, sobretudo, entre os países com maior capacidade de influência.

"Será uma campanha legal e diplomática longa. Envolveremos nossos amigos ao longo do mundo, especialmente os EUA, para prevenir o isolamento de Israel", acrescentaram as fontes.

O Estado judeu centrará seu trabalho diplomático nos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU (EUA, França, Reino Unido, Rússia e China), e também dará prioridade aos membros da União Europeia, por sua influência no Conselho de Direitos Humanos. EFE ap/an

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