Israel indeniza família de cinegrafista morto por soldado em Gaza

Londres, 2 fev (EFE).- Israel indenizou com 1,5 milhão de libras (1,65 milhão de euros) a família de um cinegrafista morto em 2003 por um soldado desse país enquanto fazia um documentário na Faixa de Gaza para uma emissora americana, informa hoje o jornal britânico The Guardian.

EFE |

A família de James Miller disse que aceitou a indenização, supostamente a mais alta já oferecida pelo Exército israelense a um cidadão estrangeiro, porque equivalia a uma admissão de culpa.

Embora Israel não tenha revelado o número, segundo um funcionário desse país, a indenização ficou em torno de 1,5 milhão de libras, acrescenta o jornal.

Em abril do ano passado, o Governo israelense ofereceu pagar 1,8 milhão de libras, mas a família rejeitou a oferta, por considerar que era uma estratégia para impedir que o caso fosse levado aos tribunais.

O Ministério da Defesa israelense disse que os soldados desse país tinham agido em defesa própria, após serem atacados pelo inimigo enquanto procuravam túneis em Rafah, na fronteira de Gaza com o Egito.

Os israelenses chegaram a dizer que o cinegrafista britânico, de 34 anos, poderia ter sido morto por um militante palestino, mas as provas balísticas reivindicadas pela família mostraram que Miller foi alvo de uma bala israelense disparada a menos de 200 metros de distância.

Em um vídeo do incidente, Miller aparece saindo de noite da casa de uma família palestina no campo de refugiados de Rafah.

O cinegrafista está com uma bandeira branca e seu colega grita: "somos jornalistas britânicos". É ouvido então um segundo disparo, que atinge Miller no pescoço.

Israel deu por encerrada a investigação em março de 2005 e chegou à conclusão de que não havia provas suficientes para apresentar uma acusação criminal contra a unidade israelense supostamente responsável.

No entanto, em 2006, um tribunal londrino que averiguou os fatos chegou à conclusão de que Miller tinha sido assassinado, e um ano depois o procurador-geral da época, Peter Goldsmith, exigiu que Israel iniciasse os procedimentos legais. EFE jr/an

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