Jerusalém, 21 mar (EFE).- As forças de segurança de Israel impediram hoje os atos de celebração de Jerusalém como capital cultural do Mundo Árabe em 2009, e detiveram cerca de 20 palestinos que assistiam à comemoração.

Soldados e policiais israelenses proibiram a entrada na velha cidadela de grupos de jovens que cantavam canções, carregavam bandeiras palestinas e pretendiam chegar à esplanada das mesquitas, no Monte do Templo.

As forças de segurança de Israel também impediram diversos atos programados em várias cidades da Cisjordânia para celebrar a escolha de Jerusalém como capital cultural árabe este ano.

Em razão da proibição israelense, o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), o moderado Mahmoud Abbas, comemorou a escolha em Belém, onde pronunciou um discurso no qual acusou o Estado judeu de praticar a "limpeza étnica" em Jerusalém.

Abbas disse que o objetivo de Israel é "mudar a composição demográfica da cidade" com o assentamento de população judaica, mas assegurou que essa política "não teve sucesso" e que Jerusalém continua sendo "o coração e a alma" do povo palestino.

Mas, apesar das críticas, o presidente da ANP afirmou que está disposto a retomar as negociações para a criação de um Estado palestino, suspensas desde a ofensiva militar israelense contra a Faixa de Gaza, em dezembro e janeiro.

Abbas pediu que o "próximo Governo israelense" retome os contatos sob a fórmula de "dois Estados para dois povos".

O líder do partido conservador Likud, Benjamin Netanyahu, negocia para conseguir uma maioria parlamentar que lhe permita liderar o novo Governo israelense, que segundo todos os indícios terá caráter de direita radical. EFE amg/mh

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