Israel garante proteção judicial aos soldados em caso de denúncias

O primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, afirmou neste domingo que os militares que participaram na recente operação na Faixa de Gaza terão proteção judicial total no país e no exterior, no caso de eventuais denúncias por crimes de guerra.

AFP |

"Os soldados enviados a Gaza devem saber que estarão totalmente protegidos ante os tribunais e que Israel os ajudará", disse Olmert na abertura do conselho de ministros.

Ele também confirmou que confiou ao ministro da Justiça, Daniel Friedman, a presidência da comissão interministerial para coordenar o trabalho de Israel para "assegurar uma defesa legal a todos os que participaram na operação".

A censura militar proibiu a divulgação da identidade dos comandantes de unidades que participaram na devastadora ofensiva na Faixa de Gaza (27 de dezembro a 18 de janeiro), controlada pelo grupo radical islâmico Hamas, por temer que os mesmos sejam acusados de crimes de guerra.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu na terça-feira ações judiciais contra os responsáveis pelos bombardeios israelenses, "totalmente inaceitáveis" nas palavras dele, que atingiram instalações das Nações Unidas no território palestino.

Mais de 1.300 palestinos - metade deles civis - morreram nos 22 dias de ofensiva israelense na Faixa de Gaza.

Oito organizações israelenses de defesa dos direitos humanos também pediram ao procurador-geral do Estado a abertura de uma investigação sobre a ação do Exército em Gaza.

Israel afirma que o Exército tentou evitar que a população civil ficasse exposta, em condições de combate muito difíceis em zona urbana, e acusou o Hamas e outros grupos armados palestinos de operar deliberadamente em áreas habitadas.

rb-jlr/fp

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